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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Com o tempo...


Que será feito deste carro? E o rapazito que parece estar em "posição de descanso"?
Cinquenta anos antes, no então Largo da Fonte, Artur Domingos da Fonte "fazia-se" à fotografia junto ao carro do nosso amigo António Costa, que se aventurou a levá-lo até ao Colmeal.
Dois homens muito ligados à União. Bastante esforçados e sempre disponíveis.

UPFC

domingo, 16 de março de 2008

Figuras e factos


1938


“As ditaduras de esquerda ou de direita têm sempre algo de comum: eliminam as liberdades públicas. Deixando de haver liberdade de expressão do pensamento, surge a repressão, são efectuadas prisões políticas de cidadãos discordantes…
Uma das formas de luta foi a edição de jornais e panfletos pelos quais os não alinhados tentaram, sempre pacificamente e dentro das possibilidades de distribuição, orientar, informar e esclarecer o povo.
Os panfletos (neste caso escritos políticos) impressos e distribuídos nas mais precárias e clandestinas condições foi sistema muito utilizado em Portugal pelos democratas, durante os quarenta e tal anos de ditadura.
Alguns conterrâneos da freguesia ou daqui oriundos, embora poucos, estiveram envolvidos activamente na sua distribuição.
Entre os casos que conhecemos de naturais da nossa freguesia, por justiça hoje trazido a estas colunas, conta-se o de Francisco Domingos, nascido no Colmeal.
Francisco Domingos, um dos vários fundadores da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, foi para a capital ainda moço. Desconhecemos quando e onde adquiriu consciência política, mas nada nos admira que tivesse sido na Carris, onde era operário.
Francisco Domingos era, clandestinamente, distribuidor de panfletos políticos. Apesar do cuidado, atenção e precaução com que trabalhava foi detido pela polícia política, como haviam de o ser muitos outros amantes da liberdade.
Preso em 1934 foi encarcerado nos tristemente célebres “curros” do Aljube onde permaneceu algum tempo. Finalmente, após instrução do processo, foi, então com 26 anos, julgado no tribunal Militar de Santa Clara e em Fevereiro de 1935 deportado para Angra do Heroísmo, condenado a trabalhos forçados.”
Daniel

In “O Colmeal” – n.º 187 – Agosto de 1982


Francisco Domingos foi um dos seis filhos de Benjamim e Maria Olinda Domingos. Nasceu no Colmeal e teve como irmãos – José (prematuramente desaparecido), Maria do Céu, Júlio, Samuel e Manuel.
Pertenceu ao Partido Comunista Português. Na sua casa em Sobral de Monte Agraço viveram-se todas aquelas experiências de reuniões clandestinas, pessoas escondidas, comida partilhada, fugas apressadas e outras situações.
Amigos e familiares ficavam perplexos quando o acompanhavam a Lisboa e o viam, sem mais aquela e sem perceberem com que critério, enfiava jornais e documentos debaixo do braço ou no bolso de algum cidadão que passava.
Francisco teve um filho – Mário Fernando Firmino Domingos (1945 – 1988), que ficou órfão de mãe aos sete meses de idade, quando Joaquina Conceição Firmino morre com apenas 20 anos.
Francisco Domingos casou em segundas núpcias com Otília da Luz, uma segunda mãe para o pequeno Mário. Uma senhora fantástica segundo os que a conheceram e com ela privaram. Tinha uma filha, a Maria Amélia, também pequena mas ligeiramente mais velha que o Mário. Eram como dois irmãos.


Francisco Domingos fez parte do núcleo de fundadores da União.
Na Assembleia-Geral realizada a 4 de Outubro de 1931 é eleito 1.º Secretário na Direcção liderada por Joaquim Fontes de Almeida. Com ele são eleitos Marcelino de Almeida, Aníbal Gonçalves de Almeida, José Henriques de Almeida, José Antunes André e Manuel Martins.

Encontrava-se estabelecido em Sobral de Monte Agraço onde também residia.
Francisco Domingos faleceu em Lisboa, no Hospital de São José em 2 de Setembro de 1961, com apenas 50 anos de idade.

Um dos “Homens da União” que aqui recordamos. Com saudade.

Agradecemos a Lisete de Matos e Celestina da Fonte Almeida a recolha de informação e colaboração que nos prestaram.

A. Domingos Santos

domingo, 9 de março de 2008

Figuras e factos

“Quem sobe o nosso Colmeal em direcção às Seladas e no local denominado “cimo do lugar”, encontra à sua esquerda, uma modesta e humilde casinha, na qual nasceu a 8 de Abril de 1913, António Domingos Neves, um rapaz como tantos outros, mas que por imperativos do destino, bem cedo ficou órfão de pai, quando tinha apenas quatro anos e meio.
Em face deste desenlace sua extremosa mãe, tomando uma decisão arrojada, mas como o tempo o havia de provar, a mais acertada, seguiu o caminho de Lisboa levando consigo sua filha mais nova.
O nosso António Neves ficou no Colmeal, ao cuidado de sua avó, até concluir a instrução primária.
Após esta concluída, e tendo na altura dez anos, seguiu também para a capital indo viver com sua mãe e irmã, para o Largo da Guia, em pleno coração da Mouraria, onde ao tempo existia uma regular colónia colmealense.
Como não podia deixar de ser, o torrão natal e a casa que lhe serviu de berço, nunca mais os esqueceu bem como os seus amigos, porque felizmente tinha muitos.
Diversos anos se passaram e quando em 1931 se começou a ventilar a hipótese de se fundar uma agremiação regionalista, para cada vez mais unir os colmealenses, ele, o António Domingos Neves, com apenas 18 anos, foi um dos primeiros a aderir a esta iniciativa e a lutar para que a mesma se viesse a concretizar, o que, com grande alegria sua, havia de suceder a 20 de Setembro desse mesmo ano, em que se fundou a União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Apesar de ainda ser de menoridade quando da sua fundação, começou por ocupar o cargo de secretário da Direcção, da qual foi um dos seus mais directos colaboradores.
O abastecimento de água ao Colmeal até 1936, era por meio de fonte de chafurdo, sistema inadequado e anti-higiénico, pelo que este foi um dos assuntos que mereceram a sua melhor atenção, tendo também contribuído para que fossem as águas exploradas convenientemente, e para que se viesse a construir uma fonte de harmonia com as necessidades da povoação, obra esta concluída em 1937. Ao tempo foi considerada uma das melhores obras existentes em todo o concelho.
Na Primavera de 1938, foi feito o estudo da estrada Rolão-Colmeal, a cuja obra também dedicou o melhor do seu esforço e saber.
Mais tarde, mas continuando sempre ligado à União, foi em 1943, eleito presidente da Direcção, cargo que ocupou com singular brilho. Durante a sua gerência deu continuidade à estrada do Rolão, a então grande aspiração de todos os naturais da freguesia.
O seu amor à causa era tão grande, que chegou a afirmar que “se algum dia perder a minha mãe e a União o meu desgosto é igual”.
Posteriormente, em 1952, foi nomeado presidente da Assembleia-Geral, mas infelizmente não chegou a terminar o seu mandato visto ter sido atacado por doença irremediável e da qual veio a falecer a 25 de Janeiro desse mesmo ano.
Foram homens como António Domingos Neves que tornaram possível o Colmeal de hoje e para eles vai a nossa eterna gratidão.
Paz à sua alma.”
Daniel

In Jornal “O Colmeal” nº 53 – Dezembro de 1964

Na data em que faz 56 anos que nos deixou, recordamos o percurso deste “Homem da União”:
2º Secretário da Direcção (1933/1934); 1º Secretário da Direcção (1935/1941, 1945);
Presidente da Direcção (1942, 1946); Comissão de Beneficência (1944); Presidente da Assembleia-Geral (1948 até 25 de Janeiro de 1952).

UPFC

sexta-feira, 7 de março de 2008

Recordações do passado (XVIII)


Colmeal 1947

Sessenta anos depois rebuscámos e desencantámos esta fotografia do fundo de um dos baús de recordações que todos nós temos.
A jovem de nome Lucinda (filha de Lucinda Lopes) e que foi viver para os Estados Unidos da América está ladeada por Horácio Nunes dos Reis e Joaquim da Natividade Pinto.
Horácio Nunes dos Reis (à esquerda na foto) viria no ano seguinte a iniciar a sua carreira de dirigente da União.
Em 18 de Janeiro de 1948 é eleito 1º Secretário da Assembleia-Geral, cargo que desempenha até final de 1952. Após um pequeno interregno motivado pela sua saída para o ex Congo Belga, volta a desempenhar outros vários cargos entre os anos de 1955 e 1970 - Vogal da Direcção e da Comissão de Festas e Assistência, Secretário e Vice-Presidente da Assembleia-Geral. São desses anos as famosas, muito concorridas e animadas festas que a União levava a efeito no salão nobre da Casa das Beiras, no Largo de São Domingos, em Lisboa.
Em 1979 é eleito Vice Presidente da A. G. tendo nos dois anos seguintes ocupado o cargo de Presidente no mesmo órgão.
O seu último acto foi o de presidir à Assembleia-Geral de 20 de Março de 1982, tendo sido secretariado por Pedro Gaspar Freire e António Domingos Santos.
Vinte e cinco anos depois, sabemos que continua a acompanhar as actividades da sua União Progressiva. Ficará para sempre como sendo um dos "Homens da União".

UPFC

quinta-feira, 6 de março de 2008

Recordações do passado (XIV)


Num almoço em Lisboa (pena que a qualidade da fotografia não seja a melhor) reconhecemos vários "Homens da União". Década de 50 do século passado. Tempos ainda muito difíceis e em que muita coisa faltava nas nossas aldeias. Estrada, telefone, electricidade, etc., etc.
João de Deus Duarte e esposa, Albano e Alfredo Pimenta Brás (dois irmãos que de muito cedo se dedicaram à União e à causa regionalista), José Nunes de Almeida (o sócio mais antigo da Colectividade) e o seu irmão Abel Nunes de Almeida.
Manuel Martins Barata, outro "Homem da União" e que muito também veio a fazer pelo desenvolvimento da sua terra, o Carvalhal. Francisco Luís e o filho Joaquim Luís Pinto, hoje cobrador da União, tal como seu pai o fora em tempos. José Henriques de Almeida, um dos pioneiros, sempre presente. Samuel Domingos, Eduardo Ferreira (Elias), o jornalista Luís Ferreira e ao centro, Manuel Martins da Cruz.

UPFC

Acácio Mendes da Veiga



"Será, sem sombra de dúvida, um dos filhos mais ilustres do Colmeal. Homem simples, modesto e leal, é das pessoas com quem dá prazer conversar, visto não ter um mínimo de vaidade; com a sua simplicidade e simpatia fala ao rico, ao pobre, ao jovem ou mais idoso.
Desde sempre tem estado na primeira linha, colaborando em todas as iniciativas que tenham como fim o progresso e o desenvolvimento do nosso Colmeal.
A nossa freguesia, bem como a União Progressiva da Freguesia do Colmeal, da qual é associado desde longa data, muito lhe devem, porque desde sempre se tem colocado ao seu dispor, quer contribuindo materialmente para qualquer melhoramento, cedendo gratuitamente terrenos para construção de obras ou dando o seu conselho amigo e sempre útil.
Em face das suas inúmeras qualidades, desempenhou os cargos de vice-presidente e presidente da Câmara Municipal de Góis, tendo realizado uma obra que fica a marcar na vida e progresso do nosso concelho."...
Daniel, in Jornal "O Colmeal" n.º 61 - Setembro de 1965


Podemos aqui recordá-lo com Eduardo Ferreira (Elias), Alfredo Pimenta Brás e José Brás. À sua esquerda (à direita na foto) Manuel da Costa e Manuel Mendes Domingos.

Num ambiente deveras informal em que se vislumbra um antigo forno de cozer a broa, vemos Acácio Mendes da Veiga entre Manuel da Costa e António Santos Almeida (Fontes).
À cabeceira da mesa (normalmente é quem paga a conta...) Eduardo Ferreira (Elias).
Em pé, António Domingos Júnior (o dono da casa...) e em primeiro plano Manuel Domingues, Eduardo Santos Ferreira e Manuel Mendes Domingos.
Estas fotografias terão cerca de quarenta anos e provavelmente tiradas aquando da inauguração de uma rua com o seu nome, no Colmeal.

UPFC

Recordações do passado (XIII)


Num almoço da colectividade, finais dos anos cinquenta, um grupo de verdadeiros e inquestionáveis "Homens da União".
São eles Manuel da Costa, Manuel Martins da Cruz, José Augusto Elias, José Henriques de Almeida, Albano de Almeida, Armando Nunes dos Reis, Eduardo Ferreira (Elias) e Francisco Luís.
Rui Francisco Neves, Abel dos Santos, António Luís Nunes Duarte, Joaquim Luís e Fernando Henriques da Costa.

UPFC

Lavando no rio...


Há um ano atrás a imprensa regional publicava esta fotografia, encontrada nos nossos baús de recordações.
No tempo em que ainda se lavava no rio… com água corrente e sem amaciador.
Algumas pedras, lisas e de tanto batidas, se as enchentes as não levaram, estarão por lá, talvez perguntando por que se esqueceram delas.
Reconhecemos em pé, duas grandes mulheres já desaparecidas.
Maria Preciosa e Maria Adelaide Reis.
Pessoas simples, trabalhadoras incansáveis, casadas que foram com dois pequenos grandes “Homens da União” – Joaquim Luíz e António Nunes dos Reis.
Numa época difícil atravessada pela I Guerra Mundial, criaram respectivamente, dois e quatro filhos, no tempo em que os filhos se criavam independentemente das condições de vida em cada casa. Casa que muita vez era repartida e partilhada com outros parentes e conterrâneos que demandavam a cidade à procura de melhores proventos.
Tempo de senhas de racionamento, de filas para os abastecimentos.
Mas tempo em que nunca faltava a solidariedade. Havia sempre uma côdea de pão, mesmo que rijo fosse. Uma malga de sopa ou de fava-rica para “enganar” o estômago.
Nestes tempos idos, só os homens “andavam” pelo Regionalismo.
E assim, é natural que só os filhos homens aparecessem a lutar pelo que consideravam justo e necessário para as suas aldeias.
António Luís Nunes Duarte e Joaquim Luís Pinto, ainda hoje a colaborarem com a União, são um exemplo perfeito de transmissão de genes de pai para filhos.
Armando Nunes dos Reis (falecido em 2006) e Horácio Nunes dos Reis, felizmente ainda entre nós, outros dois bons e enormes exemplos de longevidade a servirem a União e o regionalismo serrano.
Exemplos a serem pensados, aplaudidos e seguidos pelos mais novos.
Estes “Homens da União” nunca regatearam esforços nem nunca denotaram cansaço.
Vamos continuar a remexer nos nossos baús. Outros exemplos hão-de surgir.

A. Santos

quarta-feira, 5 de março de 2008

Recordações do passado (VI)

Fotografia tirada em 22 de Abril de 1922
Philadelphia - Estados Unidos da América

Oitenta e cinco anos volvidos estamos a recordá-lo.
Joaquim Nunes Pinto
Foi também naqueles anos difíceis, um dos "Homens da União".
Presidente da Delegação no Colmeal, eleito em Assembleia-Geral realizada em 21 de Dezembro de 1941, com Joaquim Francisco Neves, Manuel João Miranda, António Domingos Júnior, António Santos Duarte, António Nunes dos Reis, António Domingos Neves, António Martins Mendes, Abel dos Santos e Júlio Domingos entre outros.
Reeleito nos dois anos seguintes para o mesmo cargo.
Em 7 de Janeiro de 1945 cede o lugar a Manuel Braz da Costa Júnior, passando a Secretário da Delegação.
Emigrado durante alguns anos nos Estados Unidos regressou à terra natal onde se manteve até ao final dos seus dias.

UPFC

segunda-feira, 3 de março de 2008

HERMANO NEVES - Homenagem da União


"Então em pedra nua e coberta a loisas, nesta casa viveu e aprendeu as primeiras letras o Goiense HERMANO NEVES (1884-1929), um dos maiores jornalistas portugueses de todos os tempos, filho de António Joaquim das Neves, do Colmeal e Emília Neves e Silva, da Pampilhosa da Serra, que foram professores nesta aldeia."
Fernando Costa
in "O Varzeense" de 15 de Novembro de 1988



Hermano Neves nasceu em Alvares em 12 de Dezembro de 1884.
Na Universidade de Berlim formou-se em medicina. A sua actividade, no entanto, é desviada para o jornalismo, motivada pelos contactos com a vida europeia.
Evidencia-se na reportagem vindo a ser considerado um jornalista de muito mérito.
Viaja muito.
Publica no estrangeiro artigos políticos e entrevistas, principalmente em Londres e em Paris.
Em Portugal, colaborou na principal imprensa - "O Século", "Mundo" e "A Capital".
Foi um dos fundadores do jornal "A Vitória" em 1919.
O concelho de Góis e a vida serrana mereceram também a sua atenção em vários trabalhos.
Faleceu em Lisboa em 2 de Março de 1929.



Seu filho, Mário Neves (1912-1999), também ele jornalista e ex-diplomata (foi embaixador na ex-URSS, Coreia do Norte e Mongólia), vê-se na foto com sua esposa preparando-se para descerrar a lápide que perpetuará, também no Colmeal, a memória de seu pai.
Reconhecem-se dois vultos do regionalismo colmealense, o Prof. Doutor António Simões Lopes e Francisco Luiz.
Um reconhecimento e uma homenagem justas levadas a cabo pela União Progressiva da Freguesia do Colmeal.

UPFC

"HOMENS DO COLMEAL"


Num almoço comemorativo da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, no início dos anos sessenta do século passado, vêem-se em primeiro plano quatro dirigentes já desaparecidos e que todos recordam pelo trabalho que desenvolveram para o bem da freguesia e das suas aldeias.
António dos Santos Almeida (Fontes), Alfredo Pimenta Braz, Manuel Martins Barata e João de Deus Duarte.



O Presidente da Câmara Municipal de Góis e o Governador Civil de Coimbra, atentos às palavras proferidas pelo Eng. Fontes, ao tempo Presidente da Direcção da União.