domingo, 2 de março de 2008

O meu álbum de fotografias


Todos nós guardamos fotografias. De uma viagem que fizemos, de um fim-de-semana passado com amigos, de uma ida a casa de um parente que mora longe, de um encontro a recordar os tempos de tropa, de um casamento, de um baptizado, de uma festa, etc.
Em gavetas, em envelopes e também em álbuns guardamos momentos tristes, momentos alegres, momentos diferentes, que não deixam que a memória dos tempos os vão apagando da nossa memória.

Rebusquei numa gaveta e encontrei algumas dessas fotografias que gostarei de partilhar convosco. Muitas das pessoas que nelas ficaram, para que agora as possamos recordar, já não estarão entre nós.
Escolhi três. Talvez nada vos digam. Haverá porventura quem goste de as ver.
Foram tiradas em tempos diferentes, quando as pessoas se visitavam, se passeava ao domingo e a pé e também se brincava.

As duas fotos que se apresentam a seguir são dessa época (finais dos anos 40 do século passado). Um pano pintado a servir de cenário, a recriação do namorico do magala e da sopeira ou a ilusão de voar num aeroplano de então. Irradiam boa disposição.
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Já não estão entre nós. Os mais velhos reconhecem-nos e lembram-se deles.
Eram grandes amigos. Estiveram ligados ao regionalismo enquanto viveram.
António Domingos Neves, Manuel Domingues e Afonso Baptista de Almeida.
Os dois primeiros do Colmeal e o último, da vizinha aldeia de Capelo.

Deste álbum e para recordar a odisseia de uma viagem desde a capital até à nossa aldeia uma foto tirada no Rolão (finais dos anos 40) em que se vê a casa, hoje em ruínas, da senhora Martinha.


A União está a procurar nas suas gavetas, fotografias antigas e outras mais modernas para constituir um álbum, para reconstituir uma vida.
Um álbum que será de todos e para todos.
Estamos a ilustrar já algumas das suas páginas. Páginas que poderão virem a ser melhoradas com a sua participação e colaboração. Sabemos que também tem gavetas, que também tem envelopes, que também tem recordações e que também gostará de as partilhar.
Honraremos sempre a memória daqueles que trabalharam para que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal seja o que é hoje.

Envie-nos, por favor, as suas fotografias para a nossa sede ou se tiver Internet, para: upfcolmeal@netcabo.pt

Para consultar directamente o nosso/vosso álbum de fotografias pode aceder em
http://upfc-colmeal-fotos.blogspot.com/ ou clicando no link por baixo do logotipo da União.

Conte connosco! Nós contaremos sempre consigo!

António Santos
25 de Outubro de 2007

O Colmeal era assim...


O nevoeiro cobria a serra em 30 de Agosto de 1976 mas vislumbrava-se o arvoredo envolvente.
A igreja apresentava um aspecto exterior cuidado, a escola antiga estava perfeitamente enquadrada e a casa da residência quase que ainda cheirava a nova.



Fotografia também já com alguns anos, tirada de outro ângulo, em que a degradação é perfeitamente visível na torre da igreja.
A antiga escola, de piso térreo, esconde a casa da residência.
As árvores cobrem as encostas mais próximas enquanto que as cores que salpicam os "bocados" em primeiro plano indiciam o começo do Outono.
As serras, ao longe, recordam-nos como eram bonitas com a sua cobertura sempre verde...

UPFC

O CHAFARIZ DO COLMEAL FOI INAUGURADO HÁ SETENTA ANOS

“Onde existir um chafariz, um marco fontanário, uma escola, um jardim, uma cantina, uma ponte, um caminho vicinal, uma estrada, um telefone, uma lâmpada eléctrica a rasgar as trevas da noite, e, em suma, qualquer manifestação de progresso, é certo, certíssimo, ter havido uma acção regionalista a impulsioná-la e a corporizá-la.

”In Jornal “O Colmeal”, nº 112 – Julho de 1971 – Claudino Alves de Almeida




Em 26 de Setembro de 1937 eram inaugurados o chafariz e o abastecimento de água no Colmeal que “… só foi possível, mercê de grandes sacrifícios (…), foi preciso nomear comissões para angariação de fundos, não só na sede de freguesia como em Lisboa, na América do Norte e França, onde ao tempo existiam regulares colónias de emigrantes nossos conterrâneos…”
In “memórias e esperanças”, João Nogueira Ramos, pág. 235




Ao longo dos anos verificaram-se alterações e mutilações neste primeiro melhoramento da União Progressiva no Colmeal.



Foto tirada em Setembro de 1970, em que se reconhecem Abel dos Santos, António Ramos, Álvaro Domingues de Almeida, Manuel Mendes Domingos, Maria Alice Domingos e Abel Ferreira da Ascenção.Quem será a criança que tapou a cara?A placa ainda lá estava...


A pia onde os animais bebiam desapareceu para dar lugar a uns sanitários, envoltos em alguma polémica, face à sua localização.
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Se repararmos nas fotografias, verificamos que uma placa alusiva à inauguração deste chafariz também foi retirada.



Quando em 2006 a União Progressiva da Freguesia do Colmeal comemorou os seus 75 anos, o chafariz apresentava um aspecto pouco cuidado.



Felizmente que a situação foi revista e em 2007 apresentava-se de cara lavada.

E da placa que lá estava, alguém sabe o que lhe aconteceu?

A União nasceu em 20 de Setembro de 1931


Fez ontem precisamente 76 anos que foi fundada a União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
A Direcção actual, em reunião ontem efectuada na sua sede social e Casa do Concelho de Góis, recordou esse acontecimento marcante na vida de todos os Colmealenses (naturais e oriundos da freguesia).
Aquele punhado de homens simples e de pouca instrução, mas com muito querer e determinação, conseguiu organizar-se e mobilizar os conterrâneos para melhorar as condições de vida de todos os que viviam isolados nas nossas aldeias perdidas entre as serranias.
A eles e aos que se seguiram, devemos o rasgar de estradas, a electrificação, a eliminação das fontes de chafurdo, a instalação de água canalizada e de vários fontanários, a rede telefónica, o saneamento, o posto médico, a ampliação do Largo, o calcetamento das ruas, o posto médico, abertura de escolas, etc.
Aos que estiveram na origem da UNIÃO a nossa gratidão e o reconhecimento por tudo quanto fizeram.
Abel Joaquim de Oliveira, Aníbal Gonçalves de Almeida, António Domingos Neves, António Martins Mendes, António Nunes dos Reis, Francisco Domingos, Francisco João Miranda, João Mendes, Joaquim Fontes de Almeida, Joaquim Francisco Neves, José Antunes André, José Henriques de Almeida, Manuel João Miranda, Manuel Martins e Manuel Nunes de Almeida.
Os seus nomes ficarão para sempre gravados a ouro na história do regionalismo.
Obrigado a todos.

21 de Setembro de 2007
A Direcção

sábado, 1 de março de 2008