segunda-feira, 3 de março de 2008

RECORDAÇÕES


Festa de Natal das Crianças da Freguesia do Colmeal

“No Colmeal também se assinalou a quadra natalícia, já que no passado dia 15 de Dezembro a UPFC organizou e proporcionou às crianças daquela freguesia, no total de 73, uma Festa de Natal. Sentiu-se que aquele dia era algo diferente dos demais, já que se respirou e viveu uma atmosfera de convívio, ternura e alegria naquela tarde passada no Centro Paroquial do Colmeal.
Esta Festa constou da projecção de um filme, lanche, em que não faltou bolo-rei, sandes, rebuçados e as bebidas, e finalmente a distribuição das prendas, talvez o momento mais esperado por todas as crianças.
Assim se viveu o Natal das Crianças da Freguesia do Colmeal, que ficará por certo gravado na memória de todas elas, como lembrança carinhosa de todos aqueles que lhes quiseram proporcionar uns momentos de pura satisfação neste ANO INTERNACIONAL DA CRIANÇA – 1979 – que há pouco findou.
Esperamos é que, situações como esta, se possam repetir todos os anos, já que as crianças tudo merecem de nós.”

In Jornal “O COLMEAL”, nº 159 – Fevereiro de 1980

UPFC

Recordações...


Em que ano foi tirada esta fotografia?
E onde ?...
Recorda-se de José Elias, Alfredo Pimenta Braz ou de Palmira Martins da Cruz?
E de Lucinda Almeida, Mário Domingos, Maria do Carmo Costa ou Esmeralda Vilhena, como eram nesse tempo?...
Sabe quem são os outros? Ficamos a aguardar a sua ajuda...
... e se tem fotografias antigas, não se esqueça... faça-as chegar até nós.

UPFC

"HOMENS DO COLMEAL"


Num almoço comemorativo da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, no início dos anos sessenta do século passado, vêem-se em primeiro plano quatro dirigentes já desaparecidos e que todos recordam pelo trabalho que desenvolveram para o bem da freguesia e das suas aldeias.
António dos Santos Almeida (Fontes), Alfredo Pimenta Braz, Manuel Martins Barata e João de Deus Duarte.



O Presidente da Câmara Municipal de Góis e o Governador Civil de Coimbra, atentos às palavras proferidas pelo Eng. Fontes, ao tempo Presidente da Direcção da União.

Cimo do Lugar


Há sessenta anos... o Cimo do Lugar era assim.
Casario negro, de pedra aparelhada uma a uma para um encaixe perfeito, unidas pelo barro vermelho.
Onde se viam aqueles buracos, mais ou menos quadrados, que tinham servido para segurar os andaimes.
Não havia ainda o ar condicionado...
Telhados de lousa que de tempos a tempos necessitavam de ser "virados". Às vezes deixavam uma arreliadora "bica" para dentro de casa, mas que um alguidar ou um balde resolvia. Não se colocava o problema de poder haver um curto circuito...
Não havia casas grandes e casas pequenas. Havia uma certa uniformidade no tamanho, porque as posses de cada um não permitiam ir mais longe. E quando a fotografia foi tirada dos Chães... quantos anos estas casas já não teriam?...
Reconhecem-se as casas da Ti Rosa, da Ti Augusta do Quelho, do ti Zé do Quintal, da Ti Inocência Fava-Rica, de Joaquim Francisco Neves, do ti Zé d'Aldeia Velha, entre outras.
A casa grande que se vê em baixo, a antiga padaria, é hoje um monte de ruínas.
Na terra de cultivo, em primeiro plano, algumas canoulas de milho indiciam que as descamisadas e as debulhas não deveriam ter sido há muito tempo.
Eu ainda me lembro do Colmeal tal como está na fotografia.
E das pessoas simples que habitavam estas casas negras... há sessenta anos.

A.S.

domingo, 2 de março de 2008

O meu álbum de fotografias (parte II)


Olhando para esta fotografia de hoje e comparando-a com a de há sessenta anos percebe-se facilmente que muita coisa mudou.
A camioneta da carreira já não larga o pessoal que vem de Lisboa depois de uma cansativa viagem.
Viagem que começava no Rossio ou em Santa Apolónia, na noite anterior, com o embarque no combóio correio.
Malas, sacos, cestos e farnéis. Muitos amigos para se despedirem dos que partiam.
Em Coimbra, a paragem interminável e as manobras entre estações. As bilhas de água e as arrufadas (bolo doce que é tradicionalmente fabricado na região).
A automotora para a Lousã... com paragem em todas.
As curvas da estrada vencidas com dificuldade pelo raiar da manhã e em que alguns estômagos não eram muito compatíveis com o cheiro do gasóleo e ao tempo não havia daqueles sacos próprios para essas situações.
Era mesmo uma odisseia, tal como referíamos aquando da publicação da anterior fotografia. Homens e mulheres subiam a serra durante a madrugada para receberem os viajantes e poderem levar as suas bagagens.
A casa da senhora Martinha estava sempre aberta para os que chegavam e para os que partiam.
O farnel ou o que sobrava dele era repartido e ajudava a retemperar as energias até aos pontos de destino.
Mais quatro horas a descer, no caso do Colmeal. Mas valia a pena.
Hoje... é tudo muito mais fácil.
Mas, infelizmente há quem se esqueça das suas origens.

António Santos

O meu álbum de fotografias


Todos nós guardamos fotografias. De uma viagem que fizemos, de um fim-de-semana passado com amigos, de uma ida a casa de um parente que mora longe, de um encontro a recordar os tempos de tropa, de um casamento, de um baptizado, de uma festa, etc.
Em gavetas, em envelopes e também em álbuns guardamos momentos tristes, momentos alegres, momentos diferentes, que não deixam que a memória dos tempos os vão apagando da nossa memória.

Rebusquei numa gaveta e encontrei algumas dessas fotografias que gostarei de partilhar convosco. Muitas das pessoas que nelas ficaram, para que agora as possamos recordar, já não estarão entre nós.
Escolhi três. Talvez nada vos digam. Haverá porventura quem goste de as ver.
Foram tiradas em tempos diferentes, quando as pessoas se visitavam, se passeava ao domingo e a pé e também se brincava.

As duas fotos que se apresentam a seguir são dessa época (finais dos anos 40 do século passado). Um pano pintado a servir de cenário, a recriação do namorico do magala e da sopeira ou a ilusão de voar num aeroplano de então. Irradiam boa disposição.
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Já não estão entre nós. Os mais velhos reconhecem-nos e lembram-se deles.
Eram grandes amigos. Estiveram ligados ao regionalismo enquanto viveram.
António Domingos Neves, Manuel Domingues e Afonso Baptista de Almeida.
Os dois primeiros do Colmeal e o último, da vizinha aldeia de Capelo.

Deste álbum e para recordar a odisseia de uma viagem desde a capital até à nossa aldeia uma foto tirada no Rolão (finais dos anos 40) em que se vê a casa, hoje em ruínas, da senhora Martinha.


A União está a procurar nas suas gavetas, fotografias antigas e outras mais modernas para constituir um álbum, para reconstituir uma vida.
Um álbum que será de todos e para todos.
Estamos a ilustrar já algumas das suas páginas. Páginas que poderão virem a ser melhoradas com a sua participação e colaboração. Sabemos que também tem gavetas, que também tem envelopes, que também tem recordações e que também gostará de as partilhar.
Honraremos sempre a memória daqueles que trabalharam para que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal seja o que é hoje.

Envie-nos, por favor, as suas fotografias para a nossa sede ou se tiver Internet, para: upfcolmeal@netcabo.pt

Para consultar directamente o nosso/vosso álbum de fotografias pode aceder em
http://upfc-colmeal-fotos.blogspot.com/ ou clicando no link por baixo do logotipo da União.

Conte connosco! Nós contaremos sempre consigo!

António Santos
25 de Outubro de 2007

O Colmeal era assim...


O nevoeiro cobria a serra em 30 de Agosto de 1976 mas vislumbrava-se o arvoredo envolvente.
A igreja apresentava um aspecto exterior cuidado, a escola antiga estava perfeitamente enquadrada e a casa da residência quase que ainda cheirava a nova.



Fotografia também já com alguns anos, tirada de outro ângulo, em que a degradação é perfeitamente visível na torre da igreja.
A antiga escola, de piso térreo, esconde a casa da residência.
As árvores cobrem as encostas mais próximas enquanto que as cores que salpicam os "bocados" em primeiro plano indiciam o começo do Outono.
As serras, ao longe, recordam-nos como eram bonitas com a sua cobertura sempre verde...

UPFC

O CHAFARIZ DO COLMEAL FOI INAUGURADO HÁ SETENTA ANOS

“Onde existir um chafariz, um marco fontanário, uma escola, um jardim, uma cantina, uma ponte, um caminho vicinal, uma estrada, um telefone, uma lâmpada eléctrica a rasgar as trevas da noite, e, em suma, qualquer manifestação de progresso, é certo, certíssimo, ter havido uma acção regionalista a impulsioná-la e a corporizá-la.

”In Jornal “O Colmeal”, nº 112 – Julho de 1971 – Claudino Alves de Almeida




Em 26 de Setembro de 1937 eram inaugurados o chafariz e o abastecimento de água no Colmeal que “… só foi possível, mercê de grandes sacrifícios (…), foi preciso nomear comissões para angariação de fundos, não só na sede de freguesia como em Lisboa, na América do Norte e França, onde ao tempo existiam regulares colónias de emigrantes nossos conterrâneos…”
In “memórias e esperanças”, João Nogueira Ramos, pág. 235




Ao longo dos anos verificaram-se alterações e mutilações neste primeiro melhoramento da União Progressiva no Colmeal.



Foto tirada em Setembro de 1970, em que se reconhecem Abel dos Santos, António Ramos, Álvaro Domingues de Almeida, Manuel Mendes Domingos, Maria Alice Domingos e Abel Ferreira da Ascenção.Quem será a criança que tapou a cara?A placa ainda lá estava...


A pia onde os animais bebiam desapareceu para dar lugar a uns sanitários, envoltos em alguma polémica, face à sua localização.
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Se repararmos nas fotografias, verificamos que uma placa alusiva à inauguração deste chafariz também foi retirada.



Quando em 2006 a União Progressiva da Freguesia do Colmeal comemorou os seus 75 anos, o chafariz apresentava um aspecto pouco cuidado.



Felizmente que a situação foi revista e em 2007 apresentava-se de cara lavada.

E da placa que lá estava, alguém sabe o que lhe aconteceu?

A União nasceu em 20 de Setembro de 1931


Fez ontem precisamente 76 anos que foi fundada a União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
A Direcção actual, em reunião ontem efectuada na sua sede social e Casa do Concelho de Góis, recordou esse acontecimento marcante na vida de todos os Colmealenses (naturais e oriundos da freguesia).
Aquele punhado de homens simples e de pouca instrução, mas com muito querer e determinação, conseguiu organizar-se e mobilizar os conterrâneos para melhorar as condições de vida de todos os que viviam isolados nas nossas aldeias perdidas entre as serranias.
A eles e aos que se seguiram, devemos o rasgar de estradas, a electrificação, a eliminação das fontes de chafurdo, a instalação de água canalizada e de vários fontanários, a rede telefónica, o saneamento, o posto médico, a ampliação do Largo, o calcetamento das ruas, o posto médico, abertura de escolas, etc.
Aos que estiveram na origem da UNIÃO a nossa gratidão e o reconhecimento por tudo quanto fizeram.
Abel Joaquim de Oliveira, Aníbal Gonçalves de Almeida, António Domingos Neves, António Martins Mendes, António Nunes dos Reis, Francisco Domingos, Francisco João Miranda, João Mendes, Joaquim Fontes de Almeida, Joaquim Francisco Neves, José Antunes André, José Henriques de Almeida, Manuel João Miranda, Manuel Martins e Manuel Nunes de Almeida.
Os seus nomes ficarão para sempre gravados a ouro na história do regionalismo.
Obrigado a todos.

21 de Setembro de 2007
A Direcção

sábado, 1 de março de 2008