quarta-feira, 4 de junho de 2008

Alegria a navegar...


Boa disposição. Sorrisos generalizados. Contagiantes.
Momentos de descontracção numa excursão organizada pela União.
Só os remadores parecem não achar graça nenhuma. Diremos que estão compenetrados no que vão a fazer.
Manuela Costa e Lourdes Silva. Artur da Fonte (de costas) não liga ao fotógrafo e está mais atento à travessia. "Zé Manel", António Santos e "Seninho". Luísa Domingues, Paula Coelho e Maria Lucília Pinto. Fernando Neves e Manuela Neves (encoberta).
Foi assim em 1977. Atravessando o Tejo para redescobrir o castelo de Almourol.

Foto cedida por Manuela Ferreira da Costa

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Colmeal



Colmeal na segunda metade dos anos setenta do século passado.
Onde vemos casas que hoje já não existem e espaços que foram ocupados por outras.
Um aldeia em transformação.

Fotos cedidas por Manuela Ferreira da Costa

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Recordações do passado (XLII)


Lavando no rio. Pedras alinhadas. Posição incómoda.
Crianças brincando e "ajudando".
Outros tempos. Quem se lembra?

Foto cedida por Manuela Ferreira da Costa

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Recordações do passado (XLI)


Uma excursão nos anos cinquenta em que se reconhecem alguns dos participantes.
Recordam-se do modelo do autocarro?

Foto cedida por Manuela Ferreira da Costa

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Juventude

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Verão 1974 (Assafora)

No Verão de 1974, em casa de uns amigos, a juventude do Colmeal encontrou-se para confraternizar. Génita, José Manuel Costa Ramos, Tonito e um irmão, Carlos Costa e Silva, José António Teixeira (Zé Tó), Fernando Marques dos Santos, João Manuel Duarte, António Faria, Lena, António Quaresma, Paula Barata, Ilda Almeida, Cecília Barata, Clementina Santos, Idalina Freire, António Gomes, Manuela Costa, Antonieta Fontes, Maria do Carmo Maia, José Manuel Coelho.

Foto cedida por Manuela Ferreira da Costa

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Aniversário da União


Dezembro 1977

Neste restaurante do bairro lisboeta de Campolide, realizavam-se ao tempo, quase todos os almoços das colectividades. Nesta fotografia conseguimos reconhecer Manuela Costa, Machado Alves "Séninho", José Manuel Coelho, Artur Domingos da Fonte, Maria Lucilia Pinto, Paula Coelho, Elisiário Estevens e Génita.
Almoço de aniversário da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Dezembro de 1977. Os casacos e gabardinas penduradas ao fundo confirmam a data.

Foto cedida por Manuela Ferreira da Costa

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Sardinha a saltar...


Agosto 1977

Nas Seladas, Manuel Pinto Caetano, o Padre Pinto como nós o tratávamos e Manuela Costa iniciavam os preparativos para os grelhados. As sardinhas aguardam na caixa para dentro em pouco irem testar este grelhador rudimentar mas que funcionou.
As mesas ainda estavam a ser construídas. Outras foram acrescentadas mais tarde. Nos dias de hoje o Parque de Merendas das Seladas apresenta um aspecto bastante mais cuidado. Os pinheiros que se vêem na foto foram substituídos por mimosas e eucaliptos.

Foto cedida por Manuela Ferreira Costa

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Cortada


No belo cenário da Cortada tendo ao fundo a ponte sobre a garganta por onde a água se despenha. Pela Páscoa de 1974, a juventude de então posava para a posteridade. Reconhecemos Matilde Anacleto, Maria Lucilia, Antonieta Fontes, António Brás, Paula Barata, Manuela Costa, Génita, José Manuel Costa Ramos, Carlos Costa e Silva. A jovem que está com a mão na boca, que nos perdoe, mas não a conseguimos reconhecer.

Foto cedida por Manuela Ferreira da Costa

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Teatro no Centro

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No Verão de 1973, o Centro Paroquial Padre Anselmo esgotava as sessões de teatro.Despontavam nessa altura algumas estrelas como Leonor Brás da Costa aqui no papel de uma das profissões que entretanto desapareceu da cidade de Lisboa. António Manuel Ferreira da Costa, também conhecido por "Toninho", num vestido branco último modelo e em exclusivo. Matilde Anacleto com o seu sorriso lindíssimo junto a Manuela Costa que com um elegante vestido até aos pés, apresentava ainda um avental expressamente bordado para aquele espectáculo. Atrás de si, José Manuel Coelho com uma maquilhagem a condizer. Génita de meias altas e um vestido que encolhera porque fora lavado no programa errado... tem perto de si três beldades espampanantes que fariam furor em Hollywood. António Almeida Brás com muitas pintas e um chapéu que terá vindo das famosas corridas de cavalos de Ascott, rivaliza com Pedro Gaspar Freire vestido de branco e António José com um decote bastante atrevido. Qual dos três "a mais jeitosa"... Xana, de viola na mão deverá ter garantido a parte musical. Ainda hoje, passados trinta e cinco anos as pessoas do Colmeal recordam estes "teatros" com saudade.
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Foto de Manuela Ferreira Costa

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Aniversário


União 1977 (Algarve)

Numa excursão da União ao Algarve em 1977, D.ª Zulmira assiste ao corte do bolo de aniversário de sua filha Maria do Carmo Maia. Manuela Costa lê o cartão de parabéns perante a curiosidade e a boa disposição de Paula Coelho, Maria Lucilia e Génita.
Xana, Paula Barata, Luis Calhau, Jorge Monteiro e Cecília Barata seguem com expectativa o desenrolar dos acontecimentos. Será que o bolo vai chegar para todos?

Foto de Manuela Ferreira da Costa
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Com o tempo...(II)


Pelo meio dos anos sessenta alguém tirou a fotografia a este jovem sorridente.
Sentado num banco onde os mais velhos costumavam descansar das fadigas do dia a dia, à porta de um dos estabelecimentos da aldeia. Quando as bilhas do gás ainda eram “Gazcidla” e não havia publicidade com polacas airosas, esguias e bonitas de garrafa ao ombro…
No tempo em que o galo não permitia que as “suas” quatro galinhas posassem para a fotografia… os galos eram assim…
Mas, com o tempo… o jovem foi crescendo. Mais de quarenta anos se passaram desde o dia em que aquela fotografia foi tirada.
José Álvaro de Almeida Domingos, pois é dele que estamos a falar, com pouco mais de vinte e um anos de idade, integrou pela primeira vez as listas de corpos gerentes da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Em 30 de Março de 1984 foi eleito para Tesoureiro da Delegação. Trabalhou com o saudoso Francisco Luiz, um marco e uma referência na vida da Colectividade. Presidia à Direcção Maria Manuela Ferreira da Costa
Em 1990 assume a presidência da Delegação, que ainda mantém. Entre 1990 e 1997 trabalha com Henrique Brás Mendes na Direcção e depois disso com António Domingos Santos. No período de 2005/2006 esteve como Vice-Presidente da Direcção.
O trabalho que tem vindo a desenvolver ao longo dos anos impõe a sua continuação na União Progressiva da Freguesia do Colmeal, para bem da terra, dos colmealenses e do regionalismo em geral.

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Pregões de Lisboa



“Ainda não vão longe os tempos em que nos chegavam à porta produtos tão variados como o azeite, a fruta, o petróleo, o leite, o peixe e, por incrível que pareça, até mesmo a água (nos anos 30 do século passado, em alguns bairros antigos as pessoas ainda se serviam de água que era vendida pelos aguadeiros em barris transportados ás costas).

Os primeiros pregões terão surgido na Roma antiga. O pregão cantado nasceu mais tarde com a venda ambulante dos produtos.

Em Lisboa, os vendedores anunciavam os seus produtos com pregões. Quem não se lembra ainda de ouvir apregoar nas ruas de Lisboa. “Quem quer figos, quem quer almoçar?”, “Ai! figuinhos da capa rota!...”, “Pescada do alto!”, “Viva da costa!...”, “Carapau fresco!...”, “Quentes e boas!...”.
E tantos outros pregões em que os vendedores, com vozes afinadas, descreviam os seus produtos para atrair a clientela à compra.
Alguns desses vendedores utilizavam cestos muito curiosos, como é o caso da vendedeira de galinhas, que transportava à cabeça uma verdadeira capoeira com animais vivos.” (1)

E muitos outros pregões ecoavam pela cidade de Lisboa quando mal raiava a manhã.
Um deles, muito característico e muito cantado, era esperado por aqueles que tomavam um pequeno-almoço retemperador para o dia que tinham pela frente, era o pregão da “Fava-rica!...”.

Recordamos hoje uma das protagonistas desse pregão – Maria Inocência Neves (Colmeal, 6 de Julho de 1887 – Lisboa, 13 de Dezembro de 1969).

Teve cinco irmãos. Joaquim Francisco Neves, José das Neves (“Zé do quintal”), António Neves (que casou na Malhada), Manuel Neves e Maria Adelaide Neves.

Maria Inocência foi casada com António Domingos, que faleceu com apenas 28 anos. Teve três filhos: Arminda Neves Domingos Santos (1916-2006), António Domingos Neves (1913-1952) e Ilda Domingos Neves (1914-1917?).

A dona de uma das vozes deste antigo pregão de Lisboa ficará inevitavelmente ligada à vida da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Um dos seus irmãos, Joaquim Francisco Neves, foi um dos fundadores da colectividade e seu primeiro Presidente da Assembleia-Geral. Um dos seus filhos, António Domingos Neves, foi também um dos fundadores da União e dirigente bastante activo. O único neto de Maria Inocência, António Domingos Santos, dirige actualmente e desde Outubro de 1997 os destinos da colectividade.

Recordamo-la com saudade bem como aos outros familiares, todos já desaparecidos.

António D. Santos

(1) in “Receitas à Moda Antiga” – Selecções do Reader’s Digest (pág. 40)

Padre André Gaspar de Almeida Freire


"Na Sé Nova de Coimbra, recebeu a Ordenação Sacerdotal no passado dia 15 de Agosto, o sr. Padre André de Almeida Freire, natural do lugar e freguesia do Colmeal. É filho do sr. António de Almeida Freire e da sr.ª D. Miquelina Gaspar e sobrinho do sr. Padre André de Almeida Freire, antigo pároco desta freguesia e natural também do Colmeal.
Com o novo Padre André sobe a cinco o número de sacerdotes ainda vivos e naturais do Colmeal.
Parabéns, portanto, a seus pais, tio e toda a freguesia por mais este ministro do altar que entra nas fileiras do Apostolado.
Ao novo sacerdote apresentamos as mais vivas saudações."
in Jornal "O Colmeal", n.º 20 - 28Set61

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Rolão 1942

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Sessenta e cinco anos antes a camioneta ficava-se pelo Rolão, na Senhora Martinha, hoje uma casa abandonada e em ruínas, ao tempo ponto de chegada e de partida.
Nos dias de hoje não seria uma camioneta (assim se chamava então), com aquele cheiro insuportável do gasóleo e do calor do motor, mas um autocarro de turismo ou o "Expresso" com a comodidade que todos conhecemos. Com ar condicionado, as malas resguardadas do pó e sem aqueles cheiros que davam a volta ao estômago dos mais afoitos.
E não se ficaria pelo Rolão. A estrada, que com grande empenho da União e determinação dos seus dirigentes, hoje nos permite chegar ao Colmeal ou a outra qualquer aldeia da freguesia, veio alterar toda esta epopeia de uma "ida à terra".
Junto desta camioneta, que certamente estará num qualquer museu, podemos recordar Carlos Martins de Almeida (o Carlos da Eira), Maria Adelaide (filha do "Ti Zé do Quintal"), Alfredo Pimenta Brás e António Francisco Neves (que viveu no Brasil a maior parte da sua vida). Fernando Almeida Brás (precocemente desaparecido) e a irmã, única sobrevivente deste grupo, Maria Eugénia de Almeida Brás.
Maria do Céu (com a cesta de braçado), Arminda Brás, Maria de Almeida Brás, Joaquim da Natividade Pinto, Inocência de Almeida e Nazaré de Almeida.
A tocar guitarra (ou seria só para a fotografia?...) Albano Pimenta Brás. A seu lado João de Deus Duarte.

Fotografia cedida por Maria Eugénia Almeida Brás

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Recordações do passado (XL)

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Fotografia de 1953/1954 tirada após a comunhão e crisma da juventude daquele tempo.
Ladeando o saudoso Padre André de Almeida Freire reconhecemos na primeira fila o Lima e várias jovens do Carvalhal e outras de Aldeia Velha, bem como a Celestina Domingos da Fonte.
A Lucinda, a Ermelinda e Fátima Freire também se descortinam na brancura das suas vestes.
Rui Henriques de Almeida, António Domingos Santos e António de Almeida Freire fazem parte deste grupo.
Afonso Batista de Almeida, um grande amigo do Padre André e do Colmeal, sobressai ao fundo e à esquerda na fotografia.
Casas de xisto ou de pedra à vista, como se dizia antigamente, no princípio da rua que vai para o Cimo do Lugar.
Rua que hoje tem o nome de um grande regionalista, António Domingos Neves.

Fotografia cedida por Fátima de Almeida Freire

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Com o tempo...


Que será feito deste carro? E o rapazito que parece estar em "posição de descanso"?
Cinquenta anos antes, no então Largo da Fonte, Artur Domingos da Fonte "fazia-se" à fotografia junto ao carro do nosso amigo António Costa, que se aventurou a levá-lo até ao Colmeal.
Dois homens muito ligados à União. Bastante esforçados e sempre disponíveis.

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domingo, 16 de março de 2008

Transportes alternativos...


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Já naquele tempo e em horas de ponta... o problema era o mesmo.

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Mocidade...


Eram assim os jovens dos anos quarenta no Colmeal.


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Figuras e factos


1938


“As ditaduras de esquerda ou de direita têm sempre algo de comum: eliminam as liberdades públicas. Deixando de haver liberdade de expressão do pensamento, surge a repressão, são efectuadas prisões políticas de cidadãos discordantes…
Uma das formas de luta foi a edição de jornais e panfletos pelos quais os não alinhados tentaram, sempre pacificamente e dentro das possibilidades de distribuição, orientar, informar e esclarecer o povo.
Os panfletos (neste caso escritos políticos) impressos e distribuídos nas mais precárias e clandestinas condições foi sistema muito utilizado em Portugal pelos democratas, durante os quarenta e tal anos de ditadura.
Alguns conterrâneos da freguesia ou daqui oriundos, embora poucos, estiveram envolvidos activamente na sua distribuição.
Entre os casos que conhecemos de naturais da nossa freguesia, por justiça hoje trazido a estas colunas, conta-se o de Francisco Domingos, nascido no Colmeal.
Francisco Domingos, um dos vários fundadores da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, foi para a capital ainda moço. Desconhecemos quando e onde adquiriu consciência política, mas nada nos admira que tivesse sido na Carris, onde era operário.
Francisco Domingos era, clandestinamente, distribuidor de panfletos políticos. Apesar do cuidado, atenção e precaução com que trabalhava foi detido pela polícia política, como haviam de o ser muitos outros amantes da liberdade.
Preso em 1934 foi encarcerado nos tristemente célebres “curros” do Aljube onde permaneceu algum tempo. Finalmente, após instrução do processo, foi, então com 26 anos, julgado no tribunal Militar de Santa Clara e em Fevereiro de 1935 deportado para Angra do Heroísmo, condenado a trabalhos forçados.”
Daniel

In “O Colmeal” – n.º 187 – Agosto de 1982


Francisco Domingos foi um dos seis filhos de Benjamim e Maria Olinda Domingos. Nasceu no Colmeal e teve como irmãos – José (prematuramente desaparecido), Maria do Céu, Júlio, Samuel e Manuel.
Pertenceu ao Partido Comunista Português. Na sua casa em Sobral de Monte Agraço viveram-se todas aquelas experiências de reuniões clandestinas, pessoas escondidas, comida partilhada, fugas apressadas e outras situações.
Amigos e familiares ficavam perplexos quando o acompanhavam a Lisboa e o viam, sem mais aquela e sem perceberem com que critério, enfiava jornais e documentos debaixo do braço ou no bolso de algum cidadão que passava.
Francisco teve um filho – Mário Fernando Firmino Domingos (1945 – 1988), que ficou órfão de mãe aos sete meses de idade, quando Joaquina Conceição Firmino morre com apenas 20 anos.
Francisco Domingos casou em segundas núpcias com Otília da Luz, uma segunda mãe para o pequeno Mário. Uma senhora fantástica segundo os que a conheceram e com ela privaram. Tinha uma filha, a Maria Amélia, também pequena mas ligeiramente mais velha que o Mário. Eram como dois irmãos.


Francisco Domingos fez parte do núcleo de fundadores da União.
Na Assembleia-Geral realizada a 4 de Outubro de 1931 é eleito 1.º Secretário na Direcção liderada por Joaquim Fontes de Almeida. Com ele são eleitos Marcelino de Almeida, Aníbal Gonçalves de Almeida, José Henriques de Almeida, José Antunes André e Manuel Martins.

Encontrava-se estabelecido em Sobral de Monte Agraço onde também residia.
Francisco Domingos faleceu em Lisboa, no Hospital de São José em 2 de Setembro de 1961, com apenas 50 anos de idade.

Um dos “Homens da União” que aqui recordamos. Com saudade.

Agradecemos a Lisete de Matos e Celestina da Fonte Almeida a recolha de informação e colaboração que nos prestaram.

A. Domingos Santos

Recordações do passado (XXXIX)


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Fotografia tirada pelos anos quarenta do século passado.
Largo da Fonte. Dia de festa ou de romaria.
Apenas uma ou duas caras "re"conhecidas.

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Recordações do passado (XXXVIII)


No Colmeal em dia de festa. Há quase setenta anos

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Colmealenses no Rossio


Com o teatro de D. Maria II por cenário, estes Colmealenses "passaram por mim no Rossio".
Nos finais dos anos quarenta os modelos de automóveis que vemos na foto não eram para todos (... porque havia poucos...), mas sempre davam para tirar uma fotografia.

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Colmeal 1977


Nesta fotografia datada de Agosto de 1977 revemos uma grande parte dos então dirigentes da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, confraternizando numa curta pausa em dia da festa, neste terraço ao Cimo do Lugar.
Conjunto de jovens em que pontificava a alegria e a boa disposição, onde o sentido de responsabilidade e de entreajuda eram fundamentais e se tornavam evidentes nas realizações levadas a cabo e que foram muitas nesse tempo.
Da esquerda para a direita temos José António Marques Teixeira (Vogal da Direcção e que infelizmente já não se encontra entre nós), António Ferreira Ramos (Tesoureiro), Ilda Marques da Costa Ramos, Maria Eugénia da Costa Ramos e Maria Lucília Domingos Pinto.
Fernando Marques Neves (Presidente da Direcção), Fernando Manuel da Silva Santos Costa (1.º Secretário), Guilherme Nunes Baeta (2.º Secretário da A.G.), Ana Paula de Oliveira Barata (2.ª Secretária da Direcção), António Domingos Santos (Presidente da Assembleia Geral) e Maria Manuela Ferreira da Costa (Vice-Presidente da Direcção).
Maria Manuela Mendes Neves, Rosa de Jesus Nunes Baeta e a pequena Sandra Baeta ao colo.
Ao centro, sentado à mesa, o pequeno Pedro Miguel Mendes Neves que tão prematuramente nos deixou.
À direita, os pais do anfitrião e donos da casa, Abel dos Santos e Arminda Neves Domingos Santos, que também já não estão connosco.
Seria interessante reunir estes ex-dirigentes, muitos dos quais começaram a sua actividade na antiga Comissão de Juventude da União, e saber como analisam agora, trinta anos depois, a sua passagem pelo regionalismo e como o vêem nos dias de hoje.
Obrigado a todos eles pelo entusiasmo e dedicação que votaram à causa regionalista e á União Progressiva.

Foto cedida por Fernando Marques Neves

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Recordações do passado (XXXVII)


No Rolão, era assim a estrada em 1947.
Rasgada, terra batida. Sem mais nada.
Quem se lembra? Talvez os mais antigos.
A estrada para o Colmeal viria mais tarde.
Contem aos mais novos como era. Talvez acreditem.

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Recordações do passado (XXXVI)


Deverá ser a fotografia mais antiga retirada de um dos nossos baús. Não andará muito longe dos noventa/cem anos. Adiantaremos apenas que a criança que se vê em cima do banquinho branco já apareceu em outras fotos que aqui foram recordadas. Talvez os filhos, próximos dos setenta anos, identifiquem e recordem este quadro familiar.

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terça-feira, 11 de março de 2008

Recordações do passado (XXXV)

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Uma foto dos anos trinta/quarenta do século passado, quando as comissões de melhoramentos davam os primeiros passos na defesa dos interesses das suas aldeias perdidas e esquecidas.
Aldeias onde ficavam as mulheres e as crianças, e também os mais velhos. Os mais ousados debandavam Lisboa à procura de sustento para os que ficavam. Uma vida de árduo trabalho, de dificuldades, mas nunca esquecendo o torrão natal e os seus.
Nesta realização da Comissão de Melhoramentos dos Cêpos reconhecemos para além de Luís Ferreira (jornalista), Francisco Luiz e António Domingos Neves, ao tempo dirigentes da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
O entendimento e a solidariedade que existiam entre as várias colectividades, mesmo de concelhos diferentes, era fundamental para a troca de ideias e de experiências, porque as necessidades eram quase sempre as mesmas - falta de estradas, de água, de luz, de assistência médica, enfim, falta de tudo.
Para este entrosamento e para o entusiasmo e alegria que se pressentem nesta fotografia muito contribuía a concentração residencial (Mouraria, Alfama, Escolas Gerais).
Tudo faremos para que fotografias como esta possam ser tiradas novamente.

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Recordações do passado (XXXIV)



Mais uma fotografia retirada de um baú de recordações.
Anos 40. Lisboa, Avenida da Liberdade. Nos tempos em que as pessoas se aperaltavam para ir passear ao domingo.
Luís Neves, Maria de Almeida Brás e Alfredo Pimenta Brás. Maria Preciosa, que foi casada com Francisco Luíz. O filho, António Luís Nunes Duarte. O rapazinho que (mal) se vê à frente será (?) o outro filho, o Joaquim Luís Pinto. Mais atrás e encostado à palmeira, Joaquim Nunes Pinto.

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segunda-feira, 10 de março de 2008

Recordações do passado (XXXIII)


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Da mesma época e provavelmente do mesmo dia (admite-se que de 1957), atendendo a que algumas das personagens se repetem, outra fotografia bem mais composta e com muita juventude.
À esquerda, um pouco encoberto e de cigarro na boca, Manuel da Fonte ( também conhecido por "Barreiras". António (do Açor), o aventureiro que levou o carro ao Colmeal, Joaquim Nunes Pinto e António Pinto. Maria Lucília Domingos Pinto, António dos Santos Almeida (Fontes) e Padre André de Almeida Freire.
António Luís Nunes Duarte atento ao que se passava à sua direita, tal como muitos outros.
João da Paz, um grande amigo do Colmeal e da família Fontes. Joaquim da Natividade Pinto, António Carvalho (recentemente falecido), Manuel Duarte de Almeida e António Braz. Américo Nunes Gonçalves, Alfredo Ferreira (da "Mina"), António e João de Almeida Freire. José Francisco Moita, que durante muitos anos esteve radicado no Colmeal e parte do seu carro de bois, carregado com toros de pinheiro, ainda visível na foto.
E voltamos a perguntar "o que será feito da lápide que se vê na parede e que estava relacionada com a construção do chafariz"?

Foto cedida por Fátima de Almeida Freire

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Recordações do passado (XXXII)


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Já anteriormente havíamos recordado através de uma fotografia (a dos bois à frente do carro...) a odisseia do primeiro automóvel a conseguir chegar ao Colmeal, quando a estrada ainda não estava totalmente rasgada até à povoação.
O "herói" está estacionado onde hoje se encontram dois contentores do lixo, junto ao chafariz.
Esta "recordação" será dos últimos anos da década de cinquenta do século passado.
António (do Açor) parece ter sido o aventureiro e aqui o vemos com António Santos Almeida (Fontes), António Domingos Júnior (ao tempo Presidente da Junta de Freguesia do Colmeal) e Josefa dos Anjos Domingos, que prematuramente entendeu deixar o nosso convívio com apenas 51 anos.
Manuel Duarte de Almeida, Padre André de Almeida Freire, João da Paz, Joaquim Nunes Pinto e o filho Joaquim da Natividade Pinto.
A jovem que se vê em primeiro plano, em pose descontraída, é Maria Lucília Domingos Pinto Carreira da Silva, actualmente Presidente do Conselho Fiscal da União.
Iniciou a sua actividade regionalista como Secretária na Comissão de Juventude em 1973 (um pioneirismo em termos de regionalismo). Veio a integrar a Direcção no período de 1978/1981. Transita para o secretariado da Assembleia-Geral nos anos de 1983 a 1988. Em 2003/4 é Relatora do Conselho Fiscal, cuja presidência vem a assumir em 2005 .

Foto cedida por Fátima de Almeida Freire

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Recordações do passado (XXXI)

Colmeal. Meados dos anos 50

O cenário onde esta fotografia foi tirada reporta-nos à capela do Senhor da Amargura, em visível mau estado, quando comparada com o momento actual.
Reconhecemos na fila da frente, Arménio Fontes de Almeida, António Costa Almeida, Joaquim Nunes Pinto, Fernando Alves Caetano e Joaquim da Natividade Pinto.
No meio, Manuel Mendes Domingos e a seu lado, um dos irmãos do Arménio (o Joaquim ou o Fernando). Atrás vêem-se Fernando Estêvão e António Ramos de Almeida. Não conseguimos descortinar o nome do jovem que está no lado esquerdo da foto.

De Joaquim Nunes Pinto já traçámos um pouco do seu percurso desde a sua estada na América do Norte até à sua passagem pela União.

Fernando Alves Caetano, contando sessenta e quatro anos de associado, exerceu funções na Delegação no Colmeal nos anos de 1978/79. Seu pai, Alfredo Alves Caetano foi Presidente da Delegação entre Janeiro de 1946 e Abril de 1957. Como se trata de uma família de regionalistas, o seu filho Fernando Pinto Caetano é actualmente o Presidente da Assembleia-Geral.

Joaquim da Natividade Pinto, um homem sempre presente nas realizações da Colectividade, foi eleito como Vogal na Direcção liderada por António Santos Almeida (Fontes) em Fevereiro de 1950. Integravam a Direcção Manuel Francisco Brás, José de Sousa Saramago, Francisco Luiz, Abel Nunes de Almeida e Eduardo Ferreira de Almeida. Nesse mandato presidiam respectivamente à Assembleia-Geral e ao Conselho Fiscal dois grandes nomes do regionalismo da freguesia do Colmeal, António Domingos Neves e Manuel da Costa.
Hoje, a sua filha Maria Lucília Domingos Pinto Carreira da Silva preside ao Conselho Fiscal.

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domingo, 9 de março de 2008

Recordações do passado (XXX)

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Pelos anos de 1972 ou 1973, após uma missa por intenção dos sócios falecidos, este grupo de regionalistas da freguesia do Colmeal posou para a fotografia, à porta desta igreja em Lisboa.
Como será natural, alguns nomes já nos falham.
Os anos também passam por nós e a memória por vezes não colabora.
Ao recordá-los, estamos como que maquinalmente, a rever a contribuição que deram para o desenvolvimento das nossas aldeias, que tanto ficam a dever ao seu entusiasmo e determinação.

Albano Pimenta Brás e esposa, Alfredo Pimenta Brás e Maria de Almeida Brás, João de Almeida, Joaquim da Natividade Pinto, Armando Nunes dos Reis, José Elias, José Baeta e Guilherme Baeta. António Santos Almeida e Maria Cecília Almeida. Clementina Neves Santos, a irmã Filomena e Carminda Marques e um irmão.
Abel dos Santos, Joaquim Francisco Neves, José Brás e esposa, Afonso Baptista de Almeida, Aurora Henriques Brás e José Manuel Simões.
Maria Lucília Domingos Pinto, Maria Eugénia Ramos, António Ferreira Ramos e esposa, José Manuel da Costa Ramos. Padre Anselmo Ramos Dias Gaspar. Maria da Ascenção e António Ramos de Almeida.
Manuel Francisco Brás e Prazeres Brás, António Santos Almeida (Fontes) e esposa, Pedro Gaspar Freire, Idalina e mãe, António Nunes, esposa e a filha Noémia, Joaquim Luís, Joaquim Luís Pinto, Eduardo de Almeida Nunes.
Alfredo Marques da Costa e esposa, Abel Ferreira da Ascenção, Fernando Henriques da Costa, América Domingos de Almeida, Fernando de Almeida e a filha Filomena.
Carlos Alberto Santos Almeida, Eduardo dos Santos Ferreira e esposa e Arnaldo Moreira dos Santos.
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Recordações do passado (XXIX)


1945


António Martins da Silva, Arminda Domingos Silva, José dos Santos Ferreira (o "ti" Zé dos Santos - "o Sacristão"), António Domingos Júnior (também conhecido por "Espanhol") e António Domingos com a neta pela mão, América Domingos Silva.

Aproveitamos para recordar um pouco o percurso de alguns deles na Colectividade do Colmeal.

António Martins da Silva foi eleito em 22 de Dezembro de 1940 para 2º secretário da Direcção da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, sendo reeleito em 21 de Dezembro de 1941. Um ano mais tarde passa a Relator do Conselho Fiscal. Em 20 de Janeiro de 1946 é eleito como 1º Secretário da Assembleia-Geral.

José dos Santos Ferreira fez um percurso ininterrupto, entre 25 de Janeiro de 1952 e Março de 1969, na Delegação no Colmeal. Ocupou os lugares de Secretário (7 anos), de Vogal (1 ano) e de Tesoureiro (9 anos).

António Domingos Júnior desempenhou vários cargos na União, entre os anos de 1935 e 1951.
Em 30 de Junho de 1935 foi eleito 2º Secretário da Assembleia-Geral. Dois anos depois passa para a Direcção, onde desempenha os lugares de 1º e 2º Secretário. Em Dezembro de 1940 volta à Assembleia-Geral e acumula com a Comissão de Festas. Passa pela Comissão de Beneficência, regressa à Direcção e de Janeiro de 1948 até 1951 é o Secretário da Delegação, no Colmeal.

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Foto cedida por: Maria Alice Domingos

Recordações do passado (XXVIII)


Fotografia dos anos quarenta do século passado, também ela um pouco alquebrada pela idade, mas que nos recorda pessoas amigas, algumas das quais já nos deixaram.
Reconhecemos Maria Guilhermina, Josefa dos Anjos Domingos, Maria José Henriques (o marido António Domingos está um pouco atrás, encoberto e de boné), Manuel da "Cortada" e esposa, Alfredo da Silva e Álvaro Domingos de Almeida. Também se reconhecem Arminda Domingos Silva e o marido António Martins da Silva.
À esquerda em baixo, Eduardo dos Santos Ferreira (que excepcionalmente não está a fumar...).

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Figuras e factos

“Quem sobe o nosso Colmeal em direcção às Seladas e no local denominado “cimo do lugar”, encontra à sua esquerda, uma modesta e humilde casinha, na qual nasceu a 8 de Abril de 1913, António Domingos Neves, um rapaz como tantos outros, mas que por imperativos do destino, bem cedo ficou órfão de pai, quando tinha apenas quatro anos e meio.
Em face deste desenlace sua extremosa mãe, tomando uma decisão arrojada, mas como o tempo o havia de provar, a mais acertada, seguiu o caminho de Lisboa levando consigo sua filha mais nova.
O nosso António Neves ficou no Colmeal, ao cuidado de sua avó, até concluir a instrução primária.
Após esta concluída, e tendo na altura dez anos, seguiu também para a capital indo viver com sua mãe e irmã, para o Largo da Guia, em pleno coração da Mouraria, onde ao tempo existia uma regular colónia colmealense.
Como não podia deixar de ser, o torrão natal e a casa que lhe serviu de berço, nunca mais os esqueceu bem como os seus amigos, porque felizmente tinha muitos.
Diversos anos se passaram e quando em 1931 se começou a ventilar a hipótese de se fundar uma agremiação regionalista, para cada vez mais unir os colmealenses, ele, o António Domingos Neves, com apenas 18 anos, foi um dos primeiros a aderir a esta iniciativa e a lutar para que a mesma se viesse a concretizar, o que, com grande alegria sua, havia de suceder a 20 de Setembro desse mesmo ano, em que se fundou a União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Apesar de ainda ser de menoridade quando da sua fundação, começou por ocupar o cargo de secretário da Direcção, da qual foi um dos seus mais directos colaboradores.
O abastecimento de água ao Colmeal até 1936, era por meio de fonte de chafurdo, sistema inadequado e anti-higiénico, pelo que este foi um dos assuntos que mereceram a sua melhor atenção, tendo também contribuído para que fossem as águas exploradas convenientemente, e para que se viesse a construir uma fonte de harmonia com as necessidades da povoação, obra esta concluída em 1937. Ao tempo foi considerada uma das melhores obras existentes em todo o concelho.
Na Primavera de 1938, foi feito o estudo da estrada Rolão-Colmeal, a cuja obra também dedicou o melhor do seu esforço e saber.
Mais tarde, mas continuando sempre ligado à União, foi em 1943, eleito presidente da Direcção, cargo que ocupou com singular brilho. Durante a sua gerência deu continuidade à estrada do Rolão, a então grande aspiração de todos os naturais da freguesia.
O seu amor à causa era tão grande, que chegou a afirmar que “se algum dia perder a minha mãe e a União o meu desgosto é igual”.
Posteriormente, em 1952, foi nomeado presidente da Assembleia-Geral, mas infelizmente não chegou a terminar o seu mandato visto ter sido atacado por doença irremediável e da qual veio a falecer a 25 de Janeiro desse mesmo ano.
Foram homens como António Domingos Neves que tornaram possível o Colmeal de hoje e para eles vai a nossa eterna gratidão.
Paz à sua alma.”
Daniel

In Jornal “O Colmeal” nº 53 – Dezembro de 1964

Na data em que faz 56 anos que nos deixou, recordamos o percurso deste “Homem da União”:
2º Secretário da Direcção (1933/1934); 1º Secretário da Direcção (1935/1941, 1945);
Presidente da Direcção (1942, 1946); Comissão de Beneficência (1944); Presidente da Assembleia-Geral (1948 até 25 de Janeiro de 1952).

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Recordações do passado (XXVII)


Já anteriormente (Recordações do passado XII) aqui trouxémos duas fotos da homenagem prestada ao Senhor Padre André, no recinto das Seladas, local muito agradável e hoje bem mais cuidado.
A foto que hoje inserimos, foi tirada de outro ângulo. Mostra-nos em primeiro plano e de máquina fotográfica na mão (o chamado "caixote") Alfredo Marques da Costa (pai de Fernando Costa). A seu lado Manuel de Almeida Santos, do Carvalhal e que tal como Albano de Almeida, do Açor, eram figuras sempre presentes em todas as manifestações regionais, especialmente as da freguesia.
Ainda e da esquerda para a direita, reconhecem-se mais dois representantes do Açor, César Fernandes e José Martins (avô paterno da Dr.ª. Lisete de Matos e aqui, como se percebe, a saborear a refeição).
Do lado esquerdo da fotografia António Luís Nunes Duarte.
Como ao tempo quase todos os homens usavam chapéu, as árvores tinham mais uma função - a de bengaleiro.

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Foto de Amilcar de Almeida

Recordações do passado (XXVI)


Anos 50


Na primeira fila reconhecemos Palmira Martins da Cruz ( irmã do Dr. Manuel Martins da Cruz, grande dirigente da União), Margarida Reis e os filhos Ana Selma e Ricardo; Lucília Henriques de Almeida e Maria do Carmo Costa, Esmeralda Lopes de Oliveira Vilhena e Arminda Martins Brás.
À direita e em baixo, Albano de Almeida, André Fernandes de Almeida e Emília de Almeida (todos do Açor).
Na segunda fila, à esquerda Mário Firmino Domingos (filho de Francisco Domingos, que viveu no Sobral de Monte Agraço); o terceiro, José Henriques de Almeida (do Sobral) e esposa; Benvinda Canelas Neves e Silvina Costa. Atrás delas, Mário Mendes Domingos. Mais atrás e à direita, Maria da Assunção e José Elias, o motorista e Emília Domingos. Ao cimo, Maria Helena e o marido Rui Neves (filho de Joaquim Francisco Neves).
Atrás de José Henriques de Almeida, Alfredo Pimenta Brás tendo ao lado Manuel de Almeida Santos. Na fila de cima, Albano Pimenta Brás. Armando Nunes dos Reis à esquerda na foto.
Continuamos a não saber a data da foto nem onde foi a excursão, apesar de vários contactos estabelecidos.
Já havíamos publicado anteriormente uma foto relacionada com este passeio.
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Foto de Amilcar de Almeida

Recordações do passado (XXV)


Foto da segunda metade da década de cinquenta do século passado.
Em cima, do lado esquerdo, Rui Domingues (filho de Maria do Céu Nunes e Manuel Domingues);
A seguir, António de Almeida Brás, actualmente em Moçambique. Filho de Maria de Almeida Brás (a "Ti Maria do Soito") e de Alfredo Pimenta Brás.
O quarto, António Alcindo de Almeida. Depois, o Arménio de Almeida e na fila do meio, o irmão Amílcar de Almeida (ambos do Açor).
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Foto de Amilcar de Almeida
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Recordações do passado (XXIV)


5 de Novembro de 1961

Ao fundo temos o Eng. António Santos Almeida (Fontes). A seguir, a esposa Maria da Assunção Almeida; Maria de Almeida Brás (a "Maria do Soito"), o filho António Almeida Brás e o marido Alfredo Pimenta Brás; Fernando Manuel Gonçalves Brás e o pai Manuel Francisco Brás; Celeste Barata e o marido Manuel Martins Barata (do Carvalhal); Manuel Henriques (Machado), Samuel Domingos, José Brás, Albano de Almeida e o filho Arménio de Almeida (do Açor).
De costas, Abel dos Santos (apenas se vê parte da face) e a esposa Arminda Neves Domingos Santos; Prazeres Brás (esposa de Manuel Francisco Brás), Francisco Luís (o "Xico das quotas"), Eduardo Ferreira de Almeida, Manuel Domingues, Álvaro de Almeida ( do Roçaio - encoberto, apenas se vê parte da cabeça) e António Domingos
Não nos foi possível identificar o senhor que está em primeiro plano na fotografia.
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Foto de Amilcar de Almeida

Recordações do passado (XXIII)


Anos 40 do século passado


Jovens de então, vestidos à moda, aqui temos Joaquim da Natividade Pinto (de chapéu na mão), António Ferreira Ramos (ao centro) e Francisco Almeida (?).
Não nos foi possível confirmar o último nome.
Mas sabemos que uma grande amizade os unia.

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Recordações do passado (XXII)


1949

Quase sessenta anos depois retiramos do baú esta fotografia.
Padre André de Almeida Freire tendo a seu lado Afonso Batista de Almeida, um grande dirigente regionalista e amigo do Colmeal. Certamente que esta fotografia terá sido tirada num momento de franca camaradagem e de boa disposição, apesar de alguns rostos se apresentarem um pouco sisudos. Será que os charutos serviram para confirmar uma boa refeição?

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Recordações do passado (XXI)

(clique na foto para ampliar)

No final de uma missa por intenção dos sócios falecidos, à porta da igreja próxima da Rua da Madalena e antes de mais um almoço comemorativo da União. Um grande grupo de sócios com assinalável representatividade das várias aldeias da freguesia. Segunda metade dos anos sessenta do século passado
Reconhecem-se entre outros António Santos Almeida e esposa, Alfredo Pimenta Brás, esposa e filha, Eduardo Santos Ferreira, Padre Anselmo e José Augusto Elias.
Henrique Brás Mendes e esposa, Margarida Marques e José Martins Gomes, Fernando Costa, João de Almeida, José Nunes de Almeida e Fernando Pinto Caetano.
Albano Pimenta Brás, Luisa Maria Costa, António Ferreira Ramos e Afonso Batista de Almeida.
Manuel Francisco Brás e Prazeres Brás, Urbana e Alfredo Costa, Petra e Joaquim Nunes Pinto.

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Recordações do passado (XX)


Anos 60. Colmeal. Largo da Fonte.
A folhagem no chão indicia final de verão e de férias.
Duas amigas, Aurora Henriques Brás e Maria Lucília Domingos Pinto, para a posteridade na fotografia que agora recordamos.
No tempo em que ainda não havia água canalizada em casa.

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Recordações do passado (XIX)


Em Lisboa, numa das suas ruas, há precisamente 60 anos, vários "filhos" da freguesia do Colmeal posam para a fotografia que agora estamos a admirar. De lá partiram rumo a Lisboa na expectativa de uma vida melhor. Por cá ficaram.
Nos anos sessenta a família de Samuel Domingos sentiu necessidade de emigrar para França.

De pé – O casal Samuel Domingos e Emília da Ascensão com o filho ainda bébé, Vítor A. Domingos (actualmente reside em França); Abel Ferreira da Ascensão, Joaquim da Natividade Pinto e António Silva (casado com Arminda Domingos)
Em baixo – António Domingos Silva ? (filho de Alfredo Silva), Eduardo dos Santos Ferreira (inseparável do seu cigarro), América Domingos da Silva, Arminda Jesus Domingos e Aurora Domingos Henriques.
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sexta-feira, 7 de março de 2008

Comunhão no Colmeal

(clique na foto para ampliar)


Fotografia tirada no então Largo da Fonte, na segunda metade dos anos cinquenta.
Juntamente com o Padre André de Almeida Freire a juventude desse tempo.
Reconhecem-se entre outros António Costa Almeida, Rui Domingues, Fernando Estêvão, António Almeida Brás, Álvaro de Almeida, Victor Domingos e Ermelinda Freire.
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Em 17 de Agosto de 1952 estes três jovens fizeram a sua primeira comunhão.
Fernando Marques dos Santos, António Domingos Santos e Leonel Silveira Batista.

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Recordações do passado (XVIII)


Colmeal 1947

Sessenta anos depois rebuscámos e desencantámos esta fotografia do fundo de um dos baús de recordações que todos nós temos.
A jovem de nome Lucinda (filha de Lucinda Lopes) e que foi viver para os Estados Unidos da América está ladeada por Horácio Nunes dos Reis e Joaquim da Natividade Pinto.
Horácio Nunes dos Reis (à esquerda na foto) viria no ano seguinte a iniciar a sua carreira de dirigente da União.
Em 18 de Janeiro de 1948 é eleito 1º Secretário da Assembleia-Geral, cargo que desempenha até final de 1952. Após um pequeno interregno motivado pela sua saída para o ex Congo Belga, volta a desempenhar outros vários cargos entre os anos de 1955 e 1970 - Vogal da Direcção e da Comissão de Festas e Assistência, Secretário e Vice-Presidente da Assembleia-Geral. São desses anos as famosas, muito concorridas e animadas festas que a União levava a efeito no salão nobre da Casa das Beiras, no Largo de São Domingos, em Lisboa.
Em 1979 é eleito Vice Presidente da A. G. tendo nos dois anos seguintes ocupado o cargo de Presidente no mesmo órgão.
O seu último acto foi o de presidir à Assembleia-Geral de 20 de Março de 1982, tendo sido secretariado por Pedro Gaspar Freire e António Domingos Santos.
Vinte e cinco anos depois, sabemos que continua a acompanhar as actividades da sua União Progressiva. Ficará para sempre como sendo um dos "Homens da União".

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Recordações do passado (XVII)

(clique na foto para ampliar)

Casa das Beiras. Salão Nobre.
Dezoito de Outubro de mil novecentos e sessenta e quatro.
Quarenta e três presenças num almoço de aniversário da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Na primeira fila Cidália Braz, Carminda Almeida Henriques, Antonieta Fontes, Lucinda Costa Almeida, Prazeres Braz, Adelaide Reis, Pároco do Colmeal, António Santos Almeida (Fontes), Manuel Martins da Cruz, Arminda Santos, Eugénia Santos, Margarida Reis, Luísa Casa Reis, Maria do Carmo Costa.
António Braz, Amílcar de Almeida, Arménio de Almeida, Albano de Almeida, Jaime Fernandes de Almeida, Horácio Nunes dos Reis, Joaquim da Natividade Pinto, António Domingos Santos, António Ferreira Ramos, Manuel Francisco Braz, Eduardo Ferreira (Elias), Manuel Almeida Henriques, Francisco Luiz, Eduardo Santos Ferreira, Fernando Henriques da Costa, Abel dos Santos, Alfredo Marques da Costa, Armando Nunes dos Reis, Alfredo Pimenta Brás, José Henriques de Almeida, José Brás, Afonso Baptista de Almeida, José Francisco de Almeida, António Ramos da Natividade, António Lopes Machado e João Manuel Granjo dos Reis.
Falham-nos três nomes para uma completa identificação. Vamos tentar obtê-los.
Eram quarenta e três nesse dia de festa. Naquele salão onde a União teve dias e noites de muita alegria.
Apenas dezoito se encontram entre nós. Recordamos todos os outros com muita saudade.
Quarenta e três anos depois.

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Andebol no Colmeal



De um jornal amarelecido pelo tempo retirámos esta fotografia.
Num mês de Agosto particularmente fértil em manifestações desportivas - o jogo de futebol inaugural no Parque das Seladas, entre as equipas do Colmeal e dos Cepos, já referido anteriormente neste espaço de debate.
Uma gincana automóvel que despertou particular interesse, ganha por João de Deus Duarte e sua filha Maria de Deus.
Um outro encontro de futebol, aliás disputadíssimo, entre Solteiros e Casados que acabou empatado a quatro bolas.
E um jogo de andebol entre duas equipas femininas.
Ganhou a equipa do Centro Paroquial à da União, por 5-3.
Uma pergunta deixamos no ar - onde param estas praticantes da modalidade? O que fazem hoje estas jovens?
Tudo isto foi em Agosto de 1972.
Trinta e cinco anos depois estamos aqui a recordá-las.

in jornal "O Colmeal" - n.º 116 - Setembro de 1972