quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Recordações do passado (LIII)




"Meu pai quando era militar. Faleceu com 28 anos."
É a indicação que ficou escrita no verso desta fotografia com aproximadamente cem anos.
António Domingos foi casado com Maria Inocência Neves. Deixou três filhos. António Domingos Neves, um dos fundadores da União e um grande regionalista; Ilda, precocemente desaparecida com apenas dois anos e Arminda Neves Domingos Santos, que guardou religiosamente a fotografia do pai, com quem muito pouco conviveu, face ao seu desaparecimento prematuro.

Foto cedida por A. Domingos Santos

sábado, 20 de setembro de 2008

Colmeal em dia de festa




(clique nas fotos para ampliar)

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A procissão percorrendo as ruas de um Colmeal que nos dias de hoje temos muita dificuldade em reconhecer. Já passaram cerca de sessenta anos depois destas fotografias terem sido tiradas. Seria assim o Estreitinho? Seria assim a proximidade do então Largo da Fonte?
Crianças alinhadas e compenetradas no dia da sua comunhão. Rapazes e raparigas ocupando os seus respectivos lugares nesta procissão que se repete ano após ano. Mas agora com muito menos crianças.
Atrás do pálio sob o qual vai o sacerdote levando a Cruz, seguem as fogaças. Broa, milho, feijão, queijos, enchidos, presunto, azeite, mel. Em cestas, à cabeça de mulheres. Algumas vieram das aldeias distantes da freguesia. Serão leiloadas no adro da igreja em benefício dos vários santos. Depois, a filarmónica e atrás o povo crente na sua devoção e nas suas orações.
Reconhecem-se os saudosos Padres Américo Braz da Costa e André de Almeida Freire.

Fotos cedidas por Rui Fernandes de Almeida

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Jovens no rio



Pelos anos quarenta alguns jovens posavam para a fotografia que hoje aqui vos trazemos. Fato de banho da época e umas botas das que se usavam "para todo o serviço". Para ir ao mato, à missa ou para ir à festa. Ténis de marca ou havaianas eram coisas ainda não inventadas.
Será que além do banho aproveitavam para apanhar uns peixinhos? Que eram tão bons. Bem fritinhos.
Julgamos reconhecer o banhista da direita, Alberto Fontes. E os outros?
Será que as fragas são as da Cortada?

Foto cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

Almoço da União



Esta fotografia reporta-nos aos primeiros anos da década de sessenta. Almoço comemorativo de um aniversário da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Reconhecemos Horácio Nunes dos Reis, (?), Manuel Francisco Braz, Armando Nunes dos Reis, Abel dos Santos, Fernando Henriques da Costa, Alfredo Marques da Costa, Manuel Martins Barata e António Marques da Costa. Arminda Neves Domingos Santos, Maria do Carmo Canelas Costa, Maria Urbana Henriques, Celeste Cecília Lopes de Oliveira Barata e Manuel Braz das Neves. De todos, apenas quatro se encontram entre nós.
Naquele tempo só os homens desempenhavam cargos nos diversos órgãos da colectividade. Nas outras terras acontecia o mesmo.
Os que recordamos com saudade nesta fotografia, todos eles se esforçaram nos vários lugares por onde foram passando ao longo dos anos. E eram tempos bem mais difíceis. Havia a estrada para trazer até à aldeia, a luz para substituir o candeeiro a petróleo, o cântaro da água que se queria abandonar e tantas outras necessidades que foram eliminando uma após outra.

Os pioneiros, os fundadores, aqueles que enfrentaram as primeiras grandes dificuldades e as venceram, já não estão entre nós. O seu trabalho tem sido continuado, em diferentes moldes porque os tempos são outros, por outras gerações. Vamos continuar a desenvolver esforços para que a União mantenha o lugar a que tem direito no regionalismo serrano.

UPFC

Fotografia cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Neve no Colmeal





Balada da Neve (Augusto Gil)

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, não é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
– Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
– e cai no meu coração.


Muitos de nós ao olharmos para estas fotografias tiradas no Colmeal em 1980, trazemos à memória e recordamos os belos versos de Augusto Gil, que aprendíamos na escola. Outros que não passaram pelos seus bancos, recordam certamente o que passaram pelos montes e vales atrás do gado ou a roçar um molho de mato.

Fotos cedidas por António Marques de Almeida (Tonito)
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UPFC

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Recordações do passado (LII)



Maria Eugénia e Júlia Braz, em dia de comunhão, com a fé espelhada nos seus olhitos de catraias, numa fotografia dos primeiros anos da década de cinquenta do século passado.
Ambas têm as suas origens na vizinha e bonita aldeia do Soito.

Foto cedida por Maria Eugénia Brás

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Recordações do passado (LI)



Passados quase sessenta anos as perguntas que se colocam são: "o que será feito desta juventude? por onde andarão? o que fazem?".
Maria Lucília, Maria Carminda, Maria Idália e Izilda (que viviam na casa a seguir ao Fortunato), António Freire, Padre André de Almeida Freire e Padre António Duarte de Almeida são algumas das caras que se conseguem reconhecer.
Hoje, tirar uma fotografia idêntica seria impossível.

Foto cedida por Diogo Correia

Recordações do passado (L)



Por aqueles anos da década de setenta do século passado, procurava-se concluir o depósito de água, o que é visível por detrás da capelinha do Senhor da Amargura.
Para a fotografia que hoje recordamos posaram Américo, Natália, Jaime, Paula, Maria Lucília, Teresa e Nuno.
Como será uma foto hoje neste espaço tão renovado?

Foto cedida por Diogo Correia

Recordações do passado (XLIX)



Muito jovem, a necessidade obrigou-a a assistir a um parto. A partir daí, não mais recusou a sua ajuda e vocação.
Maria dos Anjos nasceu em 1893 e faleceu com 91 anos. Aqui a recordamos numa fotografia de 1973.

Foto cedida por Diogo Correia

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

A minha visita ao Jardim Zoológico


"Eu gostei de ir a Lisboa, propriamente ao Jardim Zoológico.
Foi neste que eu pude admirar os diferentes animais: as zebras, os lobos, as avestruzes, as águias, os corvos, as hienas, os gatos e tantos outros, que é difícil enumerar.
Também me chamou a atenção a aldeia dos macacos e as suas brincadeiras.
Impressionou-me muito o elefante, que era muito engraçado.
Só uma coisa me desgostou, o passeio devia ser dois dias, pois foi muito cansativo e não deu para admirar todas as belezas que o Jardim encerra."

Anabela de Almeida Domingos
(9 anos)

in Boletim "O Colmeal" n.º 152 de Junho/Julho de 1979
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UPFC

Recordações do passado (XLVIII)



O Colmeal sempre foi conhecido por ter caras bonitas. Aqui temos uma. Numa fotografia dos anos trinta do século passado, a bonita filha de Alice Brás e de Manuel Martins.

Foto cedida por Diogo Correia

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Recordações do passado (XLVII)



Albano Pimenta Braz numa fotografia de Junho de 1934. Apesar de nunca ter desempenhado nenhum cargo na União, sempre se mostrou interessado em acompanhar o que se ia fazendo em prol da sua terra.
Conheci-o, quando eu ainda de calções, ia com o meu pai tomar uma bica ao Café Lisboa, onde então trabalhava. Tinham feito a tropa juntos e eram grandes amigos.

A. Domingos Santos

Foto cedida por Maria Eugénia Braz

Recordações do passado (XLVI)



A jovem Natália Pinto, aqui numa fotografia dos anos cinquenta. Filha de Maria Adelaide e António Pinto. Neta de Adelaide e Manuel Antunes, que recordámos recentemente.

Foto cedida por Diogo Correia

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Colmeal do século passado




Cada vez são menos os que se recordam do Colmeal com as suas casas de xisto e os seus telhados de loisa.
Olhemos para esta fotografia dos anos cinquenta e comparemo-la com a realidade.
Que diferença! E que saudade!...

Foto cedida por Diogo Correia

União no Algarve



Foi em 1977. Dois autocarros rumaram ao Algarve com a União Progressiva. Percorrendo a fotografia deste grupo na Aldeia das Açoteias recordamos alguns que entretanto nos deixaram. E vemos como os anos vão passando por alguns dos jovens de então. O que o tempo faz em trinta e um anos...

UPFC

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Colmeal




Quem se recorda do Colmeal ainda com tantas casas de pedra à vista?
Casas escurecidas pelos rigores dos invernos e pelo fumo das torgas que crepitavam no chão das cozinhas. Casas que tinham pessoas, que tinham alegria, que tinham a porta sempre aberta.
Como hoje, passados estes anos, tudo é e tudo está tão diferente.

UPFC

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

3 flores... qual a melhor



Foi a legenda que a minha mãe deixou nesta fotografia datada de 15 de Abril de 1934. Com ela, uma amiga e Benvinda da Cruz Canelas Neves. Tirada em Cacilhas, a um domingo. Naquele tempo era normal e agradável fazer este passeio. Apanhava-se o barco no Cais das Colunas e fazia-se um "cruzeiro" atravessando o rio até à "outra banda". Um pirolito ou uma limonada, uns tremoços ou umas pevides e a festa estava feita. Depois, o regresso, porque o dia seguinte era de trabalho.

A. Domingos Santos

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Futebol de "primeira"



(Campo do Futebol Benfica em 1975)

De pé (Esq. p/ direita) Henrique, Neiva, António Pimenta, J.Manuel Duarte e Artur.
Em baixo (Esq. p/ direita) Padre Sertório, Garrido, Tonito, Lito, Fernando (Soito) e Ivo Pinho.

Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Festas de 77




Colmeal, Agosto de 1977. Noite de festa e de bailarico no Largo.
Apreciável conjunto de dançarinos tenta não desafinar com a coladera muito em voga. Reconhecemos a Manuela Costa, Maria Lucília, "Gènita", Fernando Caetano, Carmen Gabriela, Amilcar Almeida, António Santos, "Tonito" e o "Tó".

O conjunto tenta contagiar e "puxar" pelos presentes na noite quente de Agosto. Já lá vão 30 anos. Sabemos que os dançarinos continuam a treinar com afinco e que voltarão a apresentar-se no próximo Verão com algum "peso"... nas Festas do Colmeal.

Fotos cedidas por Manuela Ferreira da Costa e Lucilia Silva

terça-feira, 15 de julho de 2008

Gincana no Colmeal


(Anos 70)
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Fernando Pinto Caetano e António Marques de Almeida (Tonito)
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Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

sábado, 12 de julho de 2008

Futebol nas Seladas

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(clique na foto para ampliar)
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(Anos 70)

José Manuel Costa Ramos, Américo Lopes de Oliveira, António Costa e Fernando Santos (em cima da esqª. p/dirª.)
Carlos Costa e Silva, Francisco Silva, José António Teixeira (Zé Tó) e António Marques de Almeida (Tonito) (em baixo da esqª. p/dirª.)

Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Uma velhinha



Uma velhinha simpática e carinhosa. Muito querida por todos aqueles que a conheceram e que com ela privaram naqueles tempos difíceis. Esta fotografia tem a data de 5 de Dezembro de 1934.
Deixou-nos nos primeiros anos da década de cinquenta do século passado.
Ana Marques de Jesus fez toda a sua vida na povoação do Soito. Criou três filhos com as dificuldades de quem se viu só muito cedo. Maria, Josefina e Abel dos Santos, sem terem tempo de ir à escola, foram "servir" e apascentar o gado dos outros, para aldeias distantes. Depois, foram indo até Lisboa à procura de melhores vidas. Nunca esqueceram a sua mãe e as suas origens. Os mais idosos lembram-se deles e recordam-nos com saudade. Tal como eu.

A. Domingos Santos

quarta-feira, 25 de junho de 2008

JUVENTUDE NAS SELADAS/PÁSCOA (II)

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(Anos 70)

Rosa,Tonito,Rui,Luísa,Leonor,Conceição,Carlos,Fernanda (Abraçada à bola)
Atenção ao garrafão (certamente com água) e na garrafa que a Luísa tinha na sua posse,assim como o famoso "gira-discos"

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Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

Chafariz/Eira

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(Anos 70)

Fernando Marques Santos,Manuela Costa (Sentados)
Tonito(Em pé)
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Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Recordações do passado (XLV)


Manuel Antunes de Almeida, antigo residente no Colmeal que foi condecorado com a medalha de ouro na guerra da Índia em 1916.




Manuel Antunes de Almeida em duas fotografias nos anos vinte do século passado, na década da grande depressão, em Filadélfia (Estados Unidos da América).

Fotos cedidas por Diogo Freire Correia

terça-feira, 17 de junho de 2008

Recordações do passado (XLIV)



Maria Adelaide Almeida e Arminda Fontes ladeiam a mãe Maria Adelaide Martins.
Arminda Fontes foi casada com Joaquim Fontes de Almeida, primeiro presidente da Direcção da União e um dos seus fundadores. A sua memória está perpetuada numa rua da aldeia do Colmeal. Foi também mãe de outro grande regionalista, António Santos Almeida (Fontes).

Foto cedida por Diogo Freire Correia

Juventude nas Seladas/Páscoa

(Anos 70)

Rosa, Carlos, Tonito, Conceição, Cidália, Helena e Ana Pinho (Em cima (Esq. P/ Direita)
José Pinho, Rui, Leonor, Fernanda Costa e Luísa Costa (Em Baixo (Esq. P/ Direita)

Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

Andebol Feminino - a outra equipa

(Anos 70)

NOÉMIA, GUILAY, LUCÍLIA, AURORA e IDALINA (Em cima /Esq. P/ Direita)
CONCEIÇÃO, PAULA e EUGÉNIA (Em baixo)

Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Um HOMEM da União


Inicia o seu percurso na União Progressiva da Freguesia do Colmeal como 2.º Secretário da Assembleia-Geral, em 30 de Junho de 1935, numa assembleia magna presidida por Joaquim Francisco Neves e secretariada por Manuel Braz das Neves e Manuel Martins. Nesse mesmo dia foram consigo eleitos para o órgão máximo da colectividade, Marcelino Francisco de Almeida, José dos Santos Almeida e Manuel Braz das Neves.
Manuel da Costa assumia os destinos da União com António Nunes dos Reis na Vice-Presidência. António Domingos Neves, José Maria Teixeira, António Martins Mendes, Abel de Olivença de Almeida, António Nunes Marques e Alberto de Almeida eram os restantes membros da Direcção.
Manuel João Miranda liderava o Conselho Fiscal enquanto na Delegação no Colmeal Manuel Simões da Costa era acompanhado por António de Almeida Freire e José dos Santos Almeida.
Volta a ser reeleito em 9 de Fevereiro do ano seguinte. Em 3 de Janeiro de 1937 passa para a Direcção e ocupa o lugar de 2.º Secretário. Nos dois anos seguintes "sobe" a 1.º Secretário. Manuel da Costa e António Nunes dos Reis assumiam nesse período os destinos da União. Trabalhou com António Martins Mendes, Manuel Martins, Américo da Luz Antunes, António Ferreira, João Mendes e António dos Santos Duarte, entre outros.
De 1939 a 42 regressa à Assembleia-Geral, onde nos dois primeiros anos trabalha com Manuel da Costa e no último, com Joaquim Francisco Neves. Em 1941 integrou ainda a Comissão de Festas.
Faz parte da primeira Comissão de Beneficência, aprovada em 30 de Janeiro de 1944, com Manuel da Costa, António Domingos Neves, José Henriques de Almeida e António dos Santos Duarte.
No período compreendido entre 18 de Janeiro de 1948 e 25 de Janeiro de 1952 (dia em que a União perde António Domingos Neves após doença prolongada), foi Secretário da Delegação no Colmeal. Alfredo Alves Caetano era o Presidente e Carlos Miranda, que foi do Sobral, o Vogal.
Volta a integrar como Vogal, em Maio de 1968, a Delegação no Colmeal que tinha António Nunes dos Reis ao comando. Manuel Martins da Cruz liderava a Assembleia-Geral quando António Simões Lopes assumia a presidência da Direcção e José Braz a do Conselho Fiscal.
Hoje, passados todos estes anos, um dos seus filhos, uma nora, um genro e também um neto assumem a continuação do seu trabalho em prol do regionalismo e da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Estivemos a recordar António Domingos Júnior.

Fotografia cedida por Belita

UPFC

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Cobranças... difíceis...



Francisco Luiz, como todos os Colmealenses sabem, foi um homem muito ligado ao regionalismo e à União Progressiva da Freguesia do Colmeal. O "Xico das quotas" ou o "Xico" Luíz como carinhosamente era conhecido, foi um elemento sempre disponível e muito prestável para tudo o que fosse necessário para bem da sua terra e da colectividade a que estava ligado e a que tanto deu.
Recordamo-lo hoje neste passe da Carris, de há sessenta anos, que aqui trazemos para lembrança dos mais antigos e para que os mais novos vejam como era a "electrónica" daqueles tempos.
Francisco Luiz foi "um dos continuadores dos precursores e fundadores da colectividade, um dos raros colmealenses que nunca desertou, mesmo nos momentos de maior crise regionalista ou associativa". Assim se lhe referia Fernando Costa numa entrevista publicada no número especial do Boletim "O Colmeal" comemorativo dos cinquenta anos da União.
Surge como membro do Conselho Fiscal com Manuel João Miranda e Manuel Nunes Pinto na primeira lista apresentada a sufrágio na Assembleia-Geral realizada em 4 de Outubro de 1931 e dirigida por Joaquim Francisco Neves, um dos fundadores da colectividade. Curiosamente, a Direcção presidida por Joaquim Fontes de Almeida, vem mais tarde a apresentar a sua demissão tendo sido nomeada uma Comissão Administrativa.
Em 1933 e 1934 desempenha o lugar de 1.º Secretário da Direcção com Manuel Nunes de Almeida e depois com Manuel da Costa. Em 38 e 39 surge como Suplente nas Direcções de António Nunes dos Reis e de Manuel da Costa. Integra a Comissão de Festas no ano seguinte e volta de novo à Direcção, agora presidida por António Domingos Neves, como 1.º Secretário em Dezembro de 1942. De Fevereiro de 1947 a finais de 1950, como 2.º Secretário trabalha nas Direcções presididas por Joaquim Francisco Neves e António Santos Almeida (Fontes). Tem um colega de Direcção, como 1.º Secretário, que mais tarde se virá a distinguir e a notabilizar no campo das letras - José de Sousa Saramago.
Volta a ocupar o lugar de 1.º Secretário com António Santos Almeida (Fontes) e depois com Manuel Martins da Cruz nos dois mandatos seguintes.
Em 1969 e 70, já no Colmeal e como Tesoureiro, integra a Delegação com o Padre Anselmo Ramos Dias Gaspar e Alfredo Pimenta Braz. De Abril de 1972 a Julho de 76, com o mesmo cargo, trabalhou de novo com o Padre Anselmo, com José Braz da Silva e com Monsenhor António Duarte de Almeida.
Vem a presidir a Delegação da União no Colmeal no período compreendido entre Março de 1982 e Junho 1990.
Em acumulação, foi cobrador desde 1939 até 1975 e apesar de em 1969 ter ido residir para o Colmeal ainda se deslocava a Lisboa para fazer a cobrança. Segundo confidenciava a Fernando Costa na entrevista atrás referida " os associados pagavam com regularidade as quotas, mas muitas vezes tínhamos que procurá-los, pois mudavam de residência e não diziam nada."
O seu nome figura numa rua da povoação do Colmeal, numa homenagem muito justa que a União Progressiva entendeu prestar-lhe ainda em vida, em 16 de Agosto de 1981.



E fazendo jus ao velho ditado de que "filho de peixe sabe nadar" aqui temos o Joaquim Luis Pinto, filho mais novo de Francisco Luiz, na difícil tarefa de cobrar as quotas. Com Henrique Braz Mendes na Direcção ocupou os lugares de 1.º e 2.º Secretário entre Junho de 1990 e Outubro de 1997. Na Direcção de António Domingos Santos mantém um dos lugares de Vogal desde essa data até aos dias de hoje acumulando com a tarefa, nem sempre fácil, de cobrador.
Sempre voluntarioso, empenhado e sem regatear esforços é mais um exemplo a ser seguido pelos mais novos.

UPFC

Eduardo dos Santos Ferreira


Há sessenta e dois anos, na Assembleia-Geral realizada em 20 de Janeiro de 1946, Eduardo dos Santos Ferreira iniciava o seu longo percurso na União Progressiva da Freguesia do Colmeal, tendo sido eleito 2.º Secretário na Direcção liderada por António Domingos Neves. Teve como colegas António dos Santos Duarte, José Henriques de Almeida, Ernesto Braz, João de Almeida e Abel Nunes de Almeida, que ainda se mantém entre nós.
O Conselho Fiscal presidido por Manuel da Costa integrava João Nunes de Almeida e Manuel Francisco Braz.
Manuel João Miranda assumia a presidência da Assembleia-Geral tendo como seus pares António Martins Mendes, António Martins da Silva e Alfredo Pimenta Braz.
A Delegação no Colmeal tinha Alfredo Alves Caetano no comando e era coadjuvado por Carlos Miranda e Manuel de Almeida Redondo.

No ano seguinte, já com Joaquim Francisco Neves ao leme dos destinos da União assume o lugar de Tesoureiro. Volta em Março de 1958 como Vogal da Direcção com José Henriques de Almeida. Dez anos mais tarde retoma o seu primeiro cargo com António Simões Lopes. Trabalha nos anos seguintes com Armando Nunes dos Reis e António dos Santos Almeida (Fontes) e assiste aos primeiros passos da Comissão de Juventude em 1972.

De Março de 1979 a Março de 1983 passa a ocupar o lugar de Relator no Conselho Fiscal onde trabalha com Armando Nunes dos Reis, José Braz, António Vieira Faria e António de Almeida Braz. Em 1983 assume a presidência do Conselho Fiscal, tendo Alfredo Campos de Almeida e Francisco José Carreira da Silva na equipa. Fernando Marques Neves assumia a liderança da Direcção neste período.
Entre Junho de 1988 e Junho de 1990, já no Colmeal, passa a desempenhar o cargo de Secretário da Delegação quando Henrique Braz Mendes comandava a Direcção.

Em Outubro de 1997 é convidado pelo actual Presidente da Direcção para ocupar o lugar de Tesoureiro na Delegação, cargo que desempenhou até Junho de 2005.
Com 82 anos feitos pediu para sair e dar lugar aos novos.
Um exemplo a ser seguido por todos aqueles que vão trilhando o caminho do regionalismo. Sempre disponível, sempre alegre e bem disposto (basta percorrer o nosso “Cantinho da Saudade” e confirmá-lo em algumas fotografias), sempre entusiasmado para colaborar e para estar presente nas realizações da sua União.
Com 85 anos feitos em Abril, Eduardo dos Santos Ferreira deixou-nos. A União e o Regionalismo ficaram mais pobres.
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Até sempre Eduardo!

UPFC

Colmeal - Juventude no Desporto

(clique na foto para ampliar)

Em Agosto de 1972, esta era a equipa sensação do momento.
Em cima e da esquerda para a direita, Ana Martins, Helena Pinho, Cecília Barata e Rosa Neves.
Em baixo e pela mesma ordem, Isabel, Antonieta Fontes, Leonor e Luísa Costa.

Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

UPFC

Recordações do passado (XLIII)


Fotografia que se presume tirada por volta de 1930 na aldeia da Malhada (Colmeal) em dia de festa.
O músico em baixo, sentado no chão e boné colocado à moda desse tempo, bem como as fatiotas dos restantes, leva-nos a admitir que seria dia festivo na aldeia. Ao lado do músico, parecendo estar a fazer/enrolar um cigarro, António Luís (pai do saudoso Francisco Luís e avô do nosso companheiro de Direcção, Joaquim Luís Pinto). A seguir e de braços cruzados, Maria do Patrocínio (esposa de António Luís) tendo à sua direita, de fato claro completo e chapéu, o filho Joaquim Luís (irmão de Francisco Luís).
Padre André de Almeida Freire reconhece-se com facilidade. De cabelo grisalho e com charuto nos dedos, o que era conhecido como o "Morgado da Malhada". Depois, António Neves um irmão do "ti Zé do Quintal" e de Joaquim Francisco Neves (um dos fundadores da União) estando a a seu lado, de chapéu, José Martins, também da Malhada. Não nos foi possível reconhecer os restantes.

Foto cedida por Joaquim Luís Pinto

UPFC

Mouraria



Anos trinta, quase há oitenta anos. Mouraria. Rua João do Outeiro.
Zona de fadistas, marialvas e rufias, que em Lisboa, tal como a do Castelo e da Madragoa recebiam todos aqueles que debandavam das suas aldeias à procura de novas vidas.
Colmeal, Carvalhal, Rossaio, Soito, Ceiroquinho, Luadas, Benfeita, Fajão, Cavaleiros e tantas outras aldeias dos três concelhos mais carenciados, aqui depositavam os seus filhos em casas pequenas onde sempre cabia mais um. Generosidade e solidariedade beirãs nunca fechavam uma porta, nunca negavam uma sopa ou um pedaço de pão.
Capelão, Escolas Gerais, Marquês de Ponte de Lima, Coleginho, Benformoso, Terreirinho, Guia, Santo André, Olarias, albergavam famílias provenientes dos concelhos pobres de Arganil, Góis e Pampilhosa da Serra. Naqueles tempos em que as carências no acolhimento eram múltiplas mas um luxo quando comparadas com as que havia nas origens.
Hoje a Mouraria, que um dia os mouros deixaram para os nossos conterrâneos, está diferente, maltratada, desfigurada. Nos tempos de agora é possível fazer uma rápida viagem pelo mundo passando pela Mouraria, considerado hoje o espaço mais multicultural e multirracial da cidade de Lisboa.
Espaço que é frequentado e partilhado por paquistaneses, indianos, cabo-verdianos, guineenses, moçambicanos, chineses, nepaleses e naturalmente por portugueses que, cada vez mais , vão sendo cada vez menos. Falam-se outras línguas, discutem-se outros problemas. Quase não se fala de regionalismo.
Na fotografia tirada na Rua João do Outeiro, toda ela "povoada" de conterrâneos, podemos reconhecer António Domingos Neves, um dos fundadores da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, assinalado á direita com uma cruz. Junto de dois amigos e conterrâneos, apenas sabemos que o miudito de boné, por detrás da cancela da porta, é o Mário Domingos, hoje a residir no Cadafaz.
Numa pintura a café segundo a técnica da aguarela, recordamos aos mais antigos, o Arco do Marquês de Alegrete, deitado abaixo aquando da introdução do Metropolitano em Lisboa, pelos anos sessenta do século passado. A secular capelinha da Senhora da Saúde mantém-se como um ex-líbris deste típico bairro de Lisboa.

A. Domingos Santos

Alegria a navegar...


Boa disposição. Sorrisos generalizados. Contagiantes.
Momentos de descontracção numa excursão organizada pela União.
Só os remadores parecem não achar graça nenhuma. Diremos que estão compenetrados no que vão a fazer.
Manuela Costa e Lourdes Silva. Artur da Fonte (de costas) não liga ao fotógrafo e está mais atento à travessia. "Zé Manel", António Santos e "Seninho". Luísa Domingues, Paula Coelho e Maria Lucília Pinto. Fernando Neves e Manuela Neves (encoberta).
Foi assim em 1977. Atravessando o Tejo para redescobrir o castelo de Almourol.

Foto cedida por Manuela Ferreira da Costa

UPFC

Colmeal



Colmeal na segunda metade dos anos setenta do século passado.
Onde vemos casas que hoje já não existem e espaços que foram ocupados por outras.
Um aldeia em transformação.

Fotos cedidas por Manuela Ferreira da Costa

UPFC

Recordações do passado (XLII)


Lavando no rio. Pedras alinhadas. Posição incómoda.
Crianças brincando e "ajudando".
Outros tempos. Quem se lembra?

Foto cedida por Manuela Ferreira da Costa

UPFC

Recordações do passado (XLI)


Uma excursão nos anos cinquenta em que se reconhecem alguns dos participantes.
Recordam-se do modelo do autocarro?

Foto cedida por Manuela Ferreira da Costa

UPFC

Juventude

(clique na imagem para ampliar)

Verão 1974 (Assafora)

No Verão de 1974, em casa de uns amigos, a juventude do Colmeal encontrou-se para confraternizar. Génita, José Manuel Costa Ramos, Tonito e um irmão, Carlos Costa e Silva, José António Teixeira (Zé Tó), Fernando Marques dos Santos, João Manuel Duarte, António Faria, Lena, António Quaresma, Paula Barata, Ilda Almeida, Cecília Barata, Clementina Santos, Idalina Freire, António Gomes, Manuela Costa, Antonieta Fontes, Maria do Carmo Maia, José Manuel Coelho.

Foto cedida por Manuela Ferreira da Costa

UPFC