sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Adelaide Reis



Já a recordámos neste espaço, numa fotografia em que com Maria Preciosa lavava roupa no rio.
Adelaide Reis, uma mulher de armas, criou quatro filhos. O Armando, o Horácio, a Ilda e a Alzira.
Da sua casa pequena na Rua do Capelão, no Bairro da Mouraria, paredes meias com a da Severa, partia todos os dias com a "fava rica" à cabeça. António Nunes dos Reis, seu marido, um homem pequeno mas de grande estatura, trabalhava duro para ajudar a ganhar o sustento da casa.
Uma casa pequena que tinha sempre espaço e lugar para acolher quem a procurava. E uma sopa também.

Fotografia cedida por A. Domingos Santos

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Campanhas de Dinamização em 1975



(clique na foto para ampliar)

Trinta e três anos se passaram desde as Campanhas de Dinamização do MFA (Movimento das Forças Armadas) que também passaram pelo Colmeal, no ano de 1975, para contactos com a população.
Neste caso e após mais uma sessão de esclarecimento, dirigentes da União e jovens alunos da escola primária com a sua professora.
Reconhecem-se Zé Tó, Manuela Costa, Professora, Tonito, Cecília Barata, Fernando Marques dos Santos, Paula Barata, Fátima e Céu Geraldes, Carminda, Lurdes, Guilhermina, Lena (Sobral), Paula Maria, João e José Vicente (actualmente radicados na Suíça), Quiti e Jojó.
Por onde andarão e o que farão estes "meninos e meninas" passados todos estes anos?
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Foto cedida por Manuela Ferreira da Costa

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Recordações do passado (LVII)



(Clique na foto para ampliar)

1972. Dez de Dezembro de uma manhã que parece ter sido fria, face aos agasalhos visíveis na fotografia.
Escadaria da Igreja de S. Nicolau em Lisboa. Dia de recordar com saudade os que partiram. Dia de convivência e de comemoração de mais um aniversário da colectividade, a União Progressiva, a mais antiga da freguesia do Colmeal.
Reconhecemos entre outros o Padre Anselmo, Fernando Costa, Luísa Costa, Maria Lucília Pinto, Idalina e Pedro Freire, Jorge e Aurora Brás, Genita e José Manuel Ramos. Trinta e seis anos são quase passados desde esse dia. Hoje, alguns desses jovens ainda continuam envolvidos e interessados em manter o espírito regionalista apesar de se viverem tempos diferentes.

Foto cedida por António Ferreira Ramos

domingo, 5 de outubro de 2008

Recordações do passado (LVI)



Isabel Almeida Martins numa fotografia de 1964, em dia de comunhão. Reconhece-se ao fundo, Manuel Madeira.

Foto cedida por Isabel Almeida Martins

Recordações do passado (LV)



Reconhecemos e recordamos o saudoso "Ti" José dos Santos, que durante muitos anos desempenhou a função de sacristão, aqui junto do padre Fernando Rodrigues Ribeiro e de vários fiéis.

Foto cedida por Isabel Almeida Martins

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Colmeal a preto e branco





Lembram-se? Depois foi reinventado, melhorado, desfigurado e também maltratado.
Mas pelos anos cinquenta/sessenta do século passado, o Colmeal era assim.

Fotos cedidas por Maria do Carmo Costa

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Recordações do passado (LIV)




"Ofereço o meu retrato como prenda de amizade à minha avó.
António Domingos Neves
Lisboa, 22/9/913"

Noventa e cinco anos passaram desde a data que se encontra nesta dedicatória escrita nas costas da fotografia.
Grande dirigente da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Desde muito cedo se evidenciou pelo entusiasmo que colocava em tudo o que fazia em prol do desenvolvimento que pretendia para as aldeias da sua freguesia e que tão esquecidas estavam.
Deixou-nos cedo demais, com apenas 38 anos.

Fotografia cedida por A. Domingos Santos

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Homens da União




Numa altura em que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal festeja os seus 77 anos de existência, será de toda a justiça trazer a este "Cantinho da Saudade" dois nomes que muito fizeram pela colectividade e pelo regionalismo na nossa freguesia.
São dois irmãos, um dos quais ainda se encontra entre nós.
Filhos de um outro grande regionalista dos primeiros anos da União.
As fotografias serão de finais da década de dez e princípio dos anos vinte do século passado.

O primeiro iniciou o seu percurso como 1.º Secretário da Assembleia-Geral em Dezembro de 1942 quando esta era presidida por Joaquim Francisco Neves e a Direcção liderada por António Domingos Neves. Manteve o lugar no mandato seguinte.
Regressa em Maio de 1955 como Vogal da Direcção já com Manuel Martins da Cruz ao leme.
Nos dois mandatos seguintes ocupa o lugar de 1.º Secretário. Em Fevereiro de 1962 volta ao seu primeiro cargo onde se mantém até Abril de 1967, ano em que passa para Vice-Presidente da Direcção, então comandada por António Simões Lopes e onde fica até 9 de Março de 1969. Nesta data assume a presidência numa Direcção em que vai trabalhar com João de Deus Duarte, António Domingos Santos, Eduardo dos Santos Ferreira, António Ferreira Ramos, Manuel Simões Nunes, José Braz, Manuel Martins Barata, Alberto Fernandes da Luz, Sebastião Henriques e João Duarte.
Em Março de 1971 regressa à Assembleia-Geral como Vice-Presidente, onde se mantém até Março de 1973, com Manuel Martins da Cruz a presidir e João de Deus Duarte e António Domingos Santos como secretários.
Volta em Julho de 1976 para assumir a presidência da Assembleia-Geral. Nos dois anos seguintes passa pelo Conselho Fiscal como Relator e de Março de 1979 a Março de 1982 assume a presidência deste órgão.
Quarenta anos com algumas intermitências ao serviço da colectividade. Um exemplo a ser olhado não só pelos mais novos, mas por todos aqueles que dão um pouco do seu tempo a esta causa e se interessam por ela. Faleceu em 8 de Março de 2006.

O segundo, como no princípio referimos, ainda se encontra entre nós.
Já aqui o recordamos neste espaço há uns meses atrás. Em 18 de Janeiro de 1948 é eleito 1º Secretário da Assembleia-Geral, cargo que desempenha até final de 1952.
Após um pequeno interregno motivado pela sua saída para o ex Congo Belga, volta a desempenhar outros vários cargos entre Dezembro de 1955 e 1970 - Vogal da Direcção e da Comissão de Festas e Assistência, Secretário e Vice-Presidente da Assembleia-Geral.
São desses anos as famosas, muito concorridas e animadas festas que a União levava a efeito no salão nobre da Casa das Beiras, no Largo de São Domingos, em Lisboa.Em 1979 é eleito Vice Presidente da A. G. tendo nos dois anos seguintes ocupado o cargo de Presidente no mesmo órgão.O seu último acto foi o de presidir à Assembleia-Geral de 20 de Março de 1982, tendo sido secretariado por Pedro Gaspar Freire e António Domingos Santos.Sabemos que continua a acompanhar as actividades da União Progressiva. Outro exemplo de grande dedicação à causa regionalista, alegria contagiante no que fazia e disponibilidade total para uma entreajuda sem limites.

Estivémos a recordar os filhos de Maria Adelaide Reis e António Nunes dos Reis - Armando Nunes dos Reis e Horácio Nunes dos Reis.

Recolha de dados e fotografias cedidas por A. Domingos Santos

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Recordações do passado (LIII)




"Meu pai quando era militar. Faleceu com 28 anos."
É a indicação que ficou escrita no verso desta fotografia com aproximadamente cem anos.
António Domingos foi casado com Maria Inocência Neves. Deixou três filhos. António Domingos Neves, um dos fundadores da União e um grande regionalista; Ilda, precocemente desaparecida com apenas dois anos e Arminda Neves Domingos Santos, que guardou religiosamente a fotografia do pai, com quem muito pouco conviveu, face ao seu desaparecimento prematuro.

Foto cedida por A. Domingos Santos

sábado, 20 de setembro de 2008

Colmeal em dia de festa




(clique nas fotos para ampliar)

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A procissão percorrendo as ruas de um Colmeal que nos dias de hoje temos muita dificuldade em reconhecer. Já passaram cerca de sessenta anos depois destas fotografias terem sido tiradas. Seria assim o Estreitinho? Seria assim a proximidade do então Largo da Fonte?
Crianças alinhadas e compenetradas no dia da sua comunhão. Rapazes e raparigas ocupando os seus respectivos lugares nesta procissão que se repete ano após ano. Mas agora com muito menos crianças.
Atrás do pálio sob o qual vai o sacerdote levando a Cruz, seguem as fogaças. Broa, milho, feijão, queijos, enchidos, presunto, azeite, mel. Em cestas, à cabeça de mulheres. Algumas vieram das aldeias distantes da freguesia. Serão leiloadas no adro da igreja em benefício dos vários santos. Depois, a filarmónica e atrás o povo crente na sua devoção e nas suas orações.
Reconhecem-se os saudosos Padres Américo Braz da Costa e André de Almeida Freire.

Fotos cedidas por Rui Fernandes de Almeida

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Jovens no rio



Pelos anos quarenta alguns jovens posavam para a fotografia que hoje aqui vos trazemos. Fato de banho da época e umas botas das que se usavam "para todo o serviço". Para ir ao mato, à missa ou para ir à festa. Ténis de marca ou havaianas eram coisas ainda não inventadas.
Será que além do banho aproveitavam para apanhar uns peixinhos? Que eram tão bons. Bem fritinhos.
Julgamos reconhecer o banhista da direita, Alberto Fontes. E os outros?
Será que as fragas são as da Cortada?

Foto cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

Almoço da União



Esta fotografia reporta-nos aos primeiros anos da década de sessenta. Almoço comemorativo de um aniversário da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Reconhecemos Horácio Nunes dos Reis, (?), Manuel Francisco Braz, Armando Nunes dos Reis, Abel dos Santos, Fernando Henriques da Costa, Alfredo Marques da Costa, Manuel Martins Barata e António Marques da Costa. Arminda Neves Domingos Santos, Maria do Carmo Canelas Costa, Maria Urbana Henriques, Celeste Cecília Lopes de Oliveira Barata e Manuel Braz das Neves. De todos, apenas quatro se encontram entre nós.
Naquele tempo só os homens desempenhavam cargos nos diversos órgãos da colectividade. Nas outras terras acontecia o mesmo.
Os que recordamos com saudade nesta fotografia, todos eles se esforçaram nos vários lugares por onde foram passando ao longo dos anos. E eram tempos bem mais difíceis. Havia a estrada para trazer até à aldeia, a luz para substituir o candeeiro a petróleo, o cântaro da água que se queria abandonar e tantas outras necessidades que foram eliminando uma após outra.

Os pioneiros, os fundadores, aqueles que enfrentaram as primeiras grandes dificuldades e as venceram, já não estão entre nós. O seu trabalho tem sido continuado, em diferentes moldes porque os tempos são outros, por outras gerações. Vamos continuar a desenvolver esforços para que a União mantenha o lugar a que tem direito no regionalismo serrano.

UPFC

Fotografia cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Neve no Colmeal





Balada da Neve (Augusto Gil)

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, não é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
– Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
– e cai no meu coração.


Muitos de nós ao olharmos para estas fotografias tiradas no Colmeal em 1980, trazemos à memória e recordamos os belos versos de Augusto Gil, que aprendíamos na escola. Outros que não passaram pelos seus bancos, recordam certamente o que passaram pelos montes e vales atrás do gado ou a roçar um molho de mato.

Fotos cedidas por António Marques de Almeida (Tonito)
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UPFC

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Recordações do passado (LII)



Maria Eugénia e Júlia Braz, em dia de comunhão, com a fé espelhada nos seus olhitos de catraias, numa fotografia dos primeiros anos da década de cinquenta do século passado.
Ambas têm as suas origens na vizinha e bonita aldeia do Soito.

Foto cedida por Maria Eugénia Brás

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Recordações do passado (LI)



Passados quase sessenta anos as perguntas que se colocam são: "o que será feito desta juventude? por onde andarão? o que fazem?".
Maria Lucília, Maria Carminda, Maria Idália e Izilda (que viviam na casa a seguir ao Fortunato), António Freire, Padre André de Almeida Freire e Padre António Duarte de Almeida são algumas das caras que se conseguem reconhecer.
Hoje, tirar uma fotografia idêntica seria impossível.

Foto cedida por Diogo Correia

Recordações do passado (L)



Por aqueles anos da década de setenta do século passado, procurava-se concluir o depósito de água, o que é visível por detrás da capelinha do Senhor da Amargura.
Para a fotografia que hoje recordamos posaram Américo, Natália, Jaime, Paula, Maria Lucília, Teresa e Nuno.
Como será uma foto hoje neste espaço tão renovado?

Foto cedida por Diogo Correia

Recordações do passado (XLIX)



Muito jovem, a necessidade obrigou-a a assistir a um parto. A partir daí, não mais recusou a sua ajuda e vocação.
Maria dos Anjos nasceu em 1893 e faleceu com 91 anos. Aqui a recordamos numa fotografia de 1973.

Foto cedida por Diogo Correia

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

A minha visita ao Jardim Zoológico


"Eu gostei de ir a Lisboa, propriamente ao Jardim Zoológico.
Foi neste que eu pude admirar os diferentes animais: as zebras, os lobos, as avestruzes, as águias, os corvos, as hienas, os gatos e tantos outros, que é difícil enumerar.
Também me chamou a atenção a aldeia dos macacos e as suas brincadeiras.
Impressionou-me muito o elefante, que era muito engraçado.
Só uma coisa me desgostou, o passeio devia ser dois dias, pois foi muito cansativo e não deu para admirar todas as belezas que o Jardim encerra."

Anabela de Almeida Domingos
(9 anos)

in Boletim "O Colmeal" n.º 152 de Junho/Julho de 1979
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UPFC

Recordações do passado (XLVIII)



O Colmeal sempre foi conhecido por ter caras bonitas. Aqui temos uma. Numa fotografia dos anos trinta do século passado, a bonita filha de Alice Brás e de Manuel Martins.

Foto cedida por Diogo Correia

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Recordações do passado (XLVII)



Albano Pimenta Braz numa fotografia de Junho de 1934. Apesar de nunca ter desempenhado nenhum cargo na União, sempre se mostrou interessado em acompanhar o que se ia fazendo em prol da sua terra.
Conheci-o, quando eu ainda de calções, ia com o meu pai tomar uma bica ao Café Lisboa, onde então trabalhava. Tinham feito a tropa juntos e eram grandes amigos.

A. Domingos Santos

Foto cedida por Maria Eugénia Braz

Recordações do passado (XLVI)



A jovem Natália Pinto, aqui numa fotografia dos anos cinquenta. Filha de Maria Adelaide e António Pinto. Neta de Adelaide e Manuel Antunes, que recordámos recentemente.

Foto cedida por Diogo Correia

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Colmeal do século passado




Cada vez são menos os que se recordam do Colmeal com as suas casas de xisto e os seus telhados de loisa.
Olhemos para esta fotografia dos anos cinquenta e comparemo-la com a realidade.
Que diferença! E que saudade!...

Foto cedida por Diogo Correia

União no Algarve



Foi em 1977. Dois autocarros rumaram ao Algarve com a União Progressiva. Percorrendo a fotografia deste grupo na Aldeia das Açoteias recordamos alguns que entretanto nos deixaram. E vemos como os anos vão passando por alguns dos jovens de então. O que o tempo faz em trinta e um anos...

UPFC

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Colmeal




Quem se recorda do Colmeal ainda com tantas casas de pedra à vista?
Casas escurecidas pelos rigores dos invernos e pelo fumo das torgas que crepitavam no chão das cozinhas. Casas que tinham pessoas, que tinham alegria, que tinham a porta sempre aberta.
Como hoje, passados estes anos, tudo é e tudo está tão diferente.

UPFC

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

3 flores... qual a melhor



Foi a legenda que a minha mãe deixou nesta fotografia datada de 15 de Abril de 1934. Com ela, uma amiga e Benvinda da Cruz Canelas Neves. Tirada em Cacilhas, a um domingo. Naquele tempo era normal e agradável fazer este passeio. Apanhava-se o barco no Cais das Colunas e fazia-se um "cruzeiro" atravessando o rio até à "outra banda". Um pirolito ou uma limonada, uns tremoços ou umas pevides e a festa estava feita. Depois, o regresso, porque o dia seguinte era de trabalho.

A. Domingos Santos

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Futebol de "primeira"



(Campo do Futebol Benfica em 1975)

De pé (Esq. p/ direita) Henrique, Neiva, António Pimenta, J.Manuel Duarte e Artur.
Em baixo (Esq. p/ direita) Padre Sertório, Garrido, Tonito, Lito, Fernando (Soito) e Ivo Pinho.

Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Festas de 77




Colmeal, Agosto de 1977. Noite de festa e de bailarico no Largo.
Apreciável conjunto de dançarinos tenta não desafinar com a coladera muito em voga. Reconhecemos a Manuela Costa, Maria Lucília, "Gènita", Fernando Caetano, Carmen Gabriela, Amilcar Almeida, António Santos, "Tonito" e o "Tó".

O conjunto tenta contagiar e "puxar" pelos presentes na noite quente de Agosto. Já lá vão 30 anos. Sabemos que os dançarinos continuam a treinar com afinco e que voltarão a apresentar-se no próximo Verão com algum "peso"... nas Festas do Colmeal.

Fotos cedidas por Manuela Ferreira da Costa e Lucilia Silva

terça-feira, 15 de julho de 2008

Gincana no Colmeal


(Anos 70)
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Fernando Pinto Caetano e António Marques de Almeida (Tonito)
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Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

sábado, 12 de julho de 2008

Futebol nas Seladas

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(clique na foto para ampliar)
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(Anos 70)

José Manuel Costa Ramos, Américo Lopes de Oliveira, António Costa e Fernando Santos (em cima da esqª. p/dirª.)
Carlos Costa e Silva, Francisco Silva, José António Teixeira (Zé Tó) e António Marques de Almeida (Tonito) (em baixo da esqª. p/dirª.)

Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Uma velhinha



Uma velhinha simpática e carinhosa. Muito querida por todos aqueles que a conheceram e que com ela privaram naqueles tempos difíceis. Esta fotografia tem a data de 5 de Dezembro de 1934.
Deixou-nos nos primeiros anos da década de cinquenta do século passado.
Ana Marques de Jesus fez toda a sua vida na povoação do Soito. Criou três filhos com as dificuldades de quem se viu só muito cedo. Maria, Josefina e Abel dos Santos, sem terem tempo de ir à escola, foram "servir" e apascentar o gado dos outros, para aldeias distantes. Depois, foram indo até Lisboa à procura de melhores vidas. Nunca esqueceram a sua mãe e as suas origens. Os mais idosos lembram-se deles e recordam-nos com saudade. Tal como eu.

A. Domingos Santos

quarta-feira, 25 de junho de 2008

JUVENTUDE NAS SELADAS/PÁSCOA (II)

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(Anos 70)

Rosa,Tonito,Rui,Luísa,Leonor,Conceição,Carlos,Fernanda (Abraçada à bola)
Atenção ao garrafão (certamente com água) e na garrafa que a Luísa tinha na sua posse,assim como o famoso "gira-discos"

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Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

Chafariz/Eira

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(Anos 70)

Fernando Marques Santos,Manuela Costa (Sentados)
Tonito(Em pé)
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Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Recordações do passado (XLV)


Manuel Antunes de Almeida, antigo residente no Colmeal que foi condecorado com a medalha de ouro na guerra da Índia em 1916.




Manuel Antunes de Almeida em duas fotografias nos anos vinte do século passado, na década da grande depressão, em Filadélfia (Estados Unidos da América).

Fotos cedidas por Diogo Freire Correia

terça-feira, 17 de junho de 2008

Recordações do passado (XLIV)



Maria Adelaide Almeida e Arminda Fontes ladeiam a mãe Maria Adelaide Martins.
Arminda Fontes foi casada com Joaquim Fontes de Almeida, primeiro presidente da Direcção da União e um dos seus fundadores. A sua memória está perpetuada numa rua da aldeia do Colmeal. Foi também mãe de outro grande regionalista, António Santos Almeida (Fontes).

Foto cedida por Diogo Freire Correia

Juventude nas Seladas/Páscoa

(Anos 70)

Rosa, Carlos, Tonito, Conceição, Cidália, Helena e Ana Pinho (Em cima (Esq. P/ Direita)
José Pinho, Rui, Leonor, Fernanda Costa e Luísa Costa (Em Baixo (Esq. P/ Direita)

Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

Andebol Feminino - a outra equipa

(Anos 70)

NOÉMIA, GUILAY, LUCÍLIA, AURORA e IDALINA (Em cima /Esq. P/ Direita)
CONCEIÇÃO, PAULA e EUGÉNIA (Em baixo)

Foto cedida por António Marques Almeida (Tonito)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Um HOMEM da União


Inicia o seu percurso na União Progressiva da Freguesia do Colmeal como 2.º Secretário da Assembleia-Geral, em 30 de Junho de 1935, numa assembleia magna presidida por Joaquim Francisco Neves e secretariada por Manuel Braz das Neves e Manuel Martins. Nesse mesmo dia foram consigo eleitos para o órgão máximo da colectividade, Marcelino Francisco de Almeida, José dos Santos Almeida e Manuel Braz das Neves.
Manuel da Costa assumia os destinos da União com António Nunes dos Reis na Vice-Presidência. António Domingos Neves, José Maria Teixeira, António Martins Mendes, Abel de Olivença de Almeida, António Nunes Marques e Alberto de Almeida eram os restantes membros da Direcção.
Manuel João Miranda liderava o Conselho Fiscal enquanto na Delegação no Colmeal Manuel Simões da Costa era acompanhado por António de Almeida Freire e José dos Santos Almeida.
Volta a ser reeleito em 9 de Fevereiro do ano seguinte. Em 3 de Janeiro de 1937 passa para a Direcção e ocupa o lugar de 2.º Secretário. Nos dois anos seguintes "sobe" a 1.º Secretário. Manuel da Costa e António Nunes dos Reis assumiam nesse período os destinos da União. Trabalhou com António Martins Mendes, Manuel Martins, Américo da Luz Antunes, António Ferreira, João Mendes e António dos Santos Duarte, entre outros.
De 1939 a 42 regressa à Assembleia-Geral, onde nos dois primeiros anos trabalha com Manuel da Costa e no último, com Joaquim Francisco Neves. Em 1941 integrou ainda a Comissão de Festas.
Faz parte da primeira Comissão de Beneficência, aprovada em 30 de Janeiro de 1944, com Manuel da Costa, António Domingos Neves, José Henriques de Almeida e António dos Santos Duarte.
No período compreendido entre 18 de Janeiro de 1948 e 25 de Janeiro de 1952 (dia em que a União perde António Domingos Neves após doença prolongada), foi Secretário da Delegação no Colmeal. Alfredo Alves Caetano era o Presidente e Carlos Miranda, que foi do Sobral, o Vogal.
Volta a integrar como Vogal, em Maio de 1968, a Delegação no Colmeal que tinha António Nunes dos Reis ao comando. Manuel Martins da Cruz liderava a Assembleia-Geral quando António Simões Lopes assumia a presidência da Direcção e José Braz a do Conselho Fiscal.
Hoje, passados todos estes anos, um dos seus filhos, uma nora, um genro e também um neto assumem a continuação do seu trabalho em prol do regionalismo e da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Estivemos a recordar António Domingos Júnior.

Fotografia cedida por Belita

UPFC

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Cobranças... difíceis...



Francisco Luiz, como todos os Colmealenses sabem, foi um homem muito ligado ao regionalismo e à União Progressiva da Freguesia do Colmeal. O "Xico das quotas" ou o "Xico" Luíz como carinhosamente era conhecido, foi um elemento sempre disponível e muito prestável para tudo o que fosse necessário para bem da sua terra e da colectividade a que estava ligado e a que tanto deu.
Recordamo-lo hoje neste passe da Carris, de há sessenta anos, que aqui trazemos para lembrança dos mais antigos e para que os mais novos vejam como era a "electrónica" daqueles tempos.
Francisco Luiz foi "um dos continuadores dos precursores e fundadores da colectividade, um dos raros colmealenses que nunca desertou, mesmo nos momentos de maior crise regionalista ou associativa". Assim se lhe referia Fernando Costa numa entrevista publicada no número especial do Boletim "O Colmeal" comemorativo dos cinquenta anos da União.
Surge como membro do Conselho Fiscal com Manuel João Miranda e Manuel Nunes Pinto na primeira lista apresentada a sufrágio na Assembleia-Geral realizada em 4 de Outubro de 1931 e dirigida por Joaquim Francisco Neves, um dos fundadores da colectividade. Curiosamente, a Direcção presidida por Joaquim Fontes de Almeida, vem mais tarde a apresentar a sua demissão tendo sido nomeada uma Comissão Administrativa.
Em 1933 e 1934 desempenha o lugar de 1.º Secretário da Direcção com Manuel Nunes de Almeida e depois com Manuel da Costa. Em 38 e 39 surge como Suplente nas Direcções de António Nunes dos Reis e de Manuel da Costa. Integra a Comissão de Festas no ano seguinte e volta de novo à Direcção, agora presidida por António Domingos Neves, como 1.º Secretário em Dezembro de 1942. De Fevereiro de 1947 a finais de 1950, como 2.º Secretário trabalha nas Direcções presididas por Joaquim Francisco Neves e António Santos Almeida (Fontes). Tem um colega de Direcção, como 1.º Secretário, que mais tarde se virá a distinguir e a notabilizar no campo das letras - José de Sousa Saramago.
Volta a ocupar o lugar de 1.º Secretário com António Santos Almeida (Fontes) e depois com Manuel Martins da Cruz nos dois mandatos seguintes.
Em 1969 e 70, já no Colmeal e como Tesoureiro, integra a Delegação com o Padre Anselmo Ramos Dias Gaspar e Alfredo Pimenta Braz. De Abril de 1972 a Julho de 76, com o mesmo cargo, trabalhou de novo com o Padre Anselmo, com José Braz da Silva e com Monsenhor António Duarte de Almeida.
Vem a presidir a Delegação da União no Colmeal no período compreendido entre Março de 1982 e Junho 1990.
Em acumulação, foi cobrador desde 1939 até 1975 e apesar de em 1969 ter ido residir para o Colmeal ainda se deslocava a Lisboa para fazer a cobrança. Segundo confidenciava a Fernando Costa na entrevista atrás referida " os associados pagavam com regularidade as quotas, mas muitas vezes tínhamos que procurá-los, pois mudavam de residência e não diziam nada."
O seu nome figura numa rua da povoação do Colmeal, numa homenagem muito justa que a União Progressiva entendeu prestar-lhe ainda em vida, em 16 de Agosto de 1981.



E fazendo jus ao velho ditado de que "filho de peixe sabe nadar" aqui temos o Joaquim Luis Pinto, filho mais novo de Francisco Luiz, na difícil tarefa de cobrar as quotas. Com Henrique Braz Mendes na Direcção ocupou os lugares de 1.º e 2.º Secretário entre Junho de 1990 e Outubro de 1997. Na Direcção de António Domingos Santos mantém um dos lugares de Vogal desde essa data até aos dias de hoje acumulando com a tarefa, nem sempre fácil, de cobrador.
Sempre voluntarioso, empenhado e sem regatear esforços é mais um exemplo a ser seguido pelos mais novos.

UPFC