terça-feira, 4 de novembro de 2008

Recordações do passado (LXIX)



Celebra-se um aniversário no Centro Paroquial Padre Anselmo. Corria o ano de 1982. António Marques da Costa, José Henriques de Almeida, Casimiro, Ilda e muitas crianças, hoje homens e mulheres já feitos, denotam alguma satisfação e alegria pelo momento que vivem.

Foto cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Fotografias de ontem...(2)



19 de Junho de 1960. O sorriso e o olhar ou os olhos que sorriem, mantêm-se.
Já a vimos por aqui em fotografias mais recentes, em eventos da União.
Perfeitamente identificável, não é verdade?

Foto cedida por Artur D. da Fonte

Recordações do passado (LXVIII)



Olhando um pouco mais para a zona central da aldeia, e apesar de apenas terem passado seis anos desde a fotografia anterior, os telhados de xisto desapareceram como que por encanto. Os meios de comunicação viária que foram tirando o Colmeal do isolamento, permitiram um mais fácil transporte de materiais para uma renovação das casas e melhorias de condições de habitabilidade.
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Foto cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

Recordações do passado (LXVII)



Vista parcial do Colmeal de há 45 anos. Casas de pedra escura e telhados de ardósia resistindo ainda por entre outras casas já recuperadas. Sinais dos tempos e da melhoria de vida de alguns.

Foto cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

Recordações do passado (LXVI)



Um grupo de amigos em que se reconhecem Maria Helena de Almeida, neta de José Antunes André, um dos fundadores da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Junto de si, o marido Tomás Gomes Sequeira, o filho Paulo e um amigo deste.
Maria dos Anjos de Almeida Neves, para muitos a "Maria Guilhermina", junto do seu marido Luís Neves, no dia do casamento. A sobrinha Isabel Almeida Martins completa esta fotografia de 70 do século passado.

Foto cedida por Isabel Almeida Martins

Complexo desportivo das Seladas



Quando as balizas eram feitas de acácia e o relvado não era verde nem tão pouco sintético.
No tempo em que as jovens não tinham problemas em se apresentar de calções mostrando assim as pernas às bancadas repletas de desportistas e de... admiradores.
Recordamos alguns dos nomes destas famosas intérpretes do que melhor se fazia no desporto em Portugal e na Europa.
Maria Lucilia, Manuela Costa, Conceição Neves, Matilde Anacleto, Emília Lopes, Rosa Neves, Paula Barata, Antonieta Fontes, Cecília Barata.
Certamente nos vai ajudar colocando num seu comentário o nome das outras três jovens atletas.

Foto cedida por Maria Manuela Costa

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Fotografias de ontem...(1)



Com data de 18 de Agosto de 1960 no verso, fomos encontrar entre várias outras, esta fotografia guardada durante quase cinco décadas, por alguém que muito a estimou.
A fisionomia mantém-se e facilmente a reconhecemos. Atentem no olhar e na expressão.
Recentemente esteve connosco no almoço de aniversário da União. Sempre presente em todas as nossas realizações.
Fácil de descobrir, não é?

Foto cedida por A. Domingos Santos

Colmeal - Ponte - Agosto de 1975



Por estes anos e se repararem noutras fotografias, o grupo pouco difere, o que demonstra a forte amizade que os unia.
Alguns fizeram parte da Comissão de Juventude e outros asseguravam já o desempenho em diversos órgãos sociais da União Progressiva. Tendo como cenário de fundo a "praia fluvial da Ponte", encontramos sentados no muro, a Guilay, Cecília Barata, António Faria, Fernando Pinto Caetano, Maria Antonieta Fontes e Genita.
Em baixo, de cócoras ou sentados no chão, Fernando Marques Santos, Maria Lucilia, Matilde Anacleto, Manuela Costa, Zé Tó e Paula Barata.

Foto cedida por Maria Manuela Costa

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Recordações do passado (LXV)



Maria Amélia Mendes (já falecida) e João Mendes, seu irmão, aqui com Silvina Costa e o "pequeno" Mário Mendes Domingos.
Maria Amélia e João eram filhos de António Martins Mendes, um homem dos primeiros tempos da União. Foi Tesoureiro de Março de 1933 a Janeiro de 1938, passando depois a desempenhar o cargo de Presidente do Conselho Fiscal entre Dezembro de 38 e Dezembro de 1942. Mais tarde, um ano depois, em Dezembro de 43 passa para a vice-presidência da Assembleia-Geral onde se mantém até Dezembro de 1950.
Esta fotografia terá sessenta anos, pois estima-se que tenha sido tirada em Aldeia Velha por volta de 1948.

Foto cedida por Maria Manuela Costa

Recordações do passado (LXIV)




Colmeal 1963. Dia de festa e de procissão. O Senhor da Amargura a caminho da sua capelinha. Com Fernando Costa em primeiro plano.

Foto cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

Recordações do passado (LXIII)




Fernando Costa quando praticava andebol, no Hóquei Clube de Sintra. Uma sua faceta, de desportista, pouco conhecida
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Foto cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Recordações do passado (LXII)



Em dia de festa, na escada para o côro, o saudoso João de Deus Duarte, um grande regionalista a quem o Colmeal muito deve, leiloava oferendas no seu estilo peculiar, entusiasmado e contagiante. António Ferreira Ramos, outro grande homem do Regionalismo e da União, de papel na mão apontava os lances para depois receber. Tempos em que os leilões eram disputadíssimos por vários intervenientes. Outros tempos.

Foto cedida por Isabel Almeida Martins

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Pascoa 1974

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(clicar na imagem para ampliar)

Numa das entradas da povoação, ao tempo ladeada apenas por alguma vegetação nas bermas, temos um grupo mais alargado de jovens que fazia teatro, cantava o fado, passava modelos, enfim, um grupo dinâmico que maravilhava as gentes do Colmeal com as suas "habilidades e gracinhas" que enchiam por completo o salão do Centro Paroquial.
Recordamos António Almeida Brás, José Manuel Costa Ramos, José Manuel Coelho, Génita, Maria Lucilia Pinto, Aurora Brás, José Manuel, Manuela Costa, Paula Barata, Maria Antónia Neves, Carlos Costa e Silva, Rosa Neves, Xana, Leonor Brás, António Faria, Antonieta Fontes e Fernando Caetano.
Faltam nomes como de costume. Pretendemos a sua colaboração e sabemos que nos vai ajudar.
E deixamos a sacramental pergunta de sempre. O que farão estes jovens nos tempos de hoje?

Foto cedida por Maria Manuela Costa

Recordações do passado (LXI)



No seu pequeno pátio fronteiro à casa, qual miradouro privilegiado para um Colmeal ainda de casas negras e telhados de ardósia, Maria do Céu Domingues numa fotografia cuja data não podemos precisar.
Teve três filhos, o Horácio, a Celestina e o Artur. Foi casada com Manuel da Fonte, também conhecido como "Barreiras", vitimado num acidente de viação.
Maria do Céu, que nos deixou em Maio de 2002, era irmã gémea de Manuel Domingues.

Foto cedida por Artur D. da Fonte

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Recordações do passado (LX)




Guilhermina de Jesus Neves, uma jóia de senhora para quem a conheceu e com ela conviveu, por volta de 1959/60 na Panasqueira onde havia "miminhos" para cuidar e regar com a água que por ali havia com fartura. Não raro se ficava por lá dias a fio porque o caminho era longo e havia que aproveitar a luz do dia.

Foto cedida por Isabel Almeida Martins

Recordações do passado (LIX)



Virgínia de Jesus, junto à capela de Ádela


Foto cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Recordações do passado (LVIII)




1952. Quando a estrada Rolão-Colmeal se ficava pelo Carvalhal. Carro atulhado com malas até mais não caber. Tempos em que tudo se tinha que trazer/levar para o período de férias (para uns) ou de trabalho (para outros).
Para além de Maria Preciosa e Maria Urbana Henriques sabe quem são os outros? Ficamos a aguardar pela sua contribuição para complementar a nossa informação. Repare bem nas caras e vai ver que não é difícil.

Foto cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

Ilusão de óptica



É pura ilusão de óptica o que julgamos ver nesta fotografia. É uma miragem.
A cavar?... e com uma "assistência tão fina"?...
Todos endomingados e a cavar?...
A enxada, ancinho, sacho, gadanho ou seja lá o que for está lá... mas não é para cavar. Toda a encenação foi montada só para mostrar como faziam... noutros tempos. As mãos já não estão tão calejadas e desabituaram-se.
Esta foto saída de um antigo álbum de recordações deve ter sido tirada pelos anos cinquenta do século passado.
Para além de Manuel da Fonte, na fotografia à direita, quem consegue reconhecer os outros?

Foto cedida por Artur Domingos da Fonte

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Adelaide Reis



Já a recordámos neste espaço, numa fotografia em que com Maria Preciosa lavava roupa no rio.
Adelaide Reis, uma mulher de armas, criou quatro filhos. O Armando, o Horácio, a Ilda e a Alzira.
Da sua casa pequena na Rua do Capelão, no Bairro da Mouraria, paredes meias com a da Severa, partia todos os dias com a "fava rica" à cabeça. António Nunes dos Reis, seu marido, um homem pequeno mas de grande estatura, trabalhava duro para ajudar a ganhar o sustento da casa.
Uma casa pequena que tinha sempre espaço e lugar para acolher quem a procurava. E uma sopa também.

Fotografia cedida por A. Domingos Santos

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Campanhas de Dinamização em 1975



(clique na foto para ampliar)

Trinta e três anos se passaram desde as Campanhas de Dinamização do MFA (Movimento das Forças Armadas) que também passaram pelo Colmeal, no ano de 1975, para contactos com a população.
Neste caso e após mais uma sessão de esclarecimento, dirigentes da União e jovens alunos da escola primária com a sua professora.
Reconhecem-se Zé Tó, Manuela Costa, Professora, Tonito, Cecília Barata, Fernando Marques dos Santos, Paula Barata, Fátima e Céu Geraldes, Carminda, Lurdes, Guilhermina, Lena (Sobral), Paula Maria, João e José Vicente (actualmente radicados na Suíça), Quiti e Jojó.
Por onde andarão e o que farão estes "meninos e meninas" passados todos estes anos?
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Foto cedida por Manuela Ferreira da Costa

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Recordações do passado (LVII)



(Clique na foto para ampliar)

1972. Dez de Dezembro de uma manhã que parece ter sido fria, face aos agasalhos visíveis na fotografia.
Escadaria da Igreja de S. Nicolau em Lisboa. Dia de recordar com saudade os que partiram. Dia de convivência e de comemoração de mais um aniversário da colectividade, a União Progressiva, a mais antiga da freguesia do Colmeal.
Reconhecemos entre outros o Padre Anselmo, Fernando Costa, Luísa Costa, Maria Lucília Pinto, Idalina e Pedro Freire, Jorge e Aurora Brás, Genita e José Manuel Ramos. Trinta e seis anos são quase passados desde esse dia. Hoje, alguns desses jovens ainda continuam envolvidos e interessados em manter o espírito regionalista apesar de se viverem tempos diferentes.

Foto cedida por António Ferreira Ramos

domingo, 5 de outubro de 2008

Recordações do passado (LVI)



Isabel Almeida Martins numa fotografia de 1964, em dia de comunhão. Reconhece-se ao fundo, Manuel Madeira.

Foto cedida por Isabel Almeida Martins

Recordações do passado (LV)



Reconhecemos e recordamos o saudoso "Ti" José dos Santos, que durante muitos anos desempenhou a função de sacristão, aqui junto do padre Fernando Rodrigues Ribeiro e de vários fiéis.

Foto cedida por Isabel Almeida Martins

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Colmeal a preto e branco





Lembram-se? Depois foi reinventado, melhorado, desfigurado e também maltratado.
Mas pelos anos cinquenta/sessenta do século passado, o Colmeal era assim.

Fotos cedidas por Maria do Carmo Costa

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Recordações do passado (LIV)




"Ofereço o meu retrato como prenda de amizade à minha avó.
António Domingos Neves
Lisboa, 22/9/913"

Noventa e cinco anos passaram desde a data que se encontra nesta dedicatória escrita nas costas da fotografia.
Grande dirigente da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Desde muito cedo se evidenciou pelo entusiasmo que colocava em tudo o que fazia em prol do desenvolvimento que pretendia para as aldeias da sua freguesia e que tão esquecidas estavam.
Deixou-nos cedo demais, com apenas 38 anos.

Fotografia cedida por A. Domingos Santos

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Homens da União




Numa altura em que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal festeja os seus 77 anos de existência, será de toda a justiça trazer a este "Cantinho da Saudade" dois nomes que muito fizeram pela colectividade e pelo regionalismo na nossa freguesia.
São dois irmãos, um dos quais ainda se encontra entre nós.
Filhos de um outro grande regionalista dos primeiros anos da União.
As fotografias serão de finais da década de dez e princípio dos anos vinte do século passado.

O primeiro iniciou o seu percurso como 1.º Secretário da Assembleia-Geral em Dezembro de 1942 quando esta era presidida por Joaquim Francisco Neves e a Direcção liderada por António Domingos Neves. Manteve o lugar no mandato seguinte.
Regressa em Maio de 1955 como Vogal da Direcção já com Manuel Martins da Cruz ao leme.
Nos dois mandatos seguintes ocupa o lugar de 1.º Secretário. Em Fevereiro de 1962 volta ao seu primeiro cargo onde se mantém até Abril de 1967, ano em que passa para Vice-Presidente da Direcção, então comandada por António Simões Lopes e onde fica até 9 de Março de 1969. Nesta data assume a presidência numa Direcção em que vai trabalhar com João de Deus Duarte, António Domingos Santos, Eduardo dos Santos Ferreira, António Ferreira Ramos, Manuel Simões Nunes, José Braz, Manuel Martins Barata, Alberto Fernandes da Luz, Sebastião Henriques e João Duarte.
Em Março de 1971 regressa à Assembleia-Geral como Vice-Presidente, onde se mantém até Março de 1973, com Manuel Martins da Cruz a presidir e João de Deus Duarte e António Domingos Santos como secretários.
Volta em Julho de 1976 para assumir a presidência da Assembleia-Geral. Nos dois anos seguintes passa pelo Conselho Fiscal como Relator e de Março de 1979 a Março de 1982 assume a presidência deste órgão.
Quarenta anos com algumas intermitências ao serviço da colectividade. Um exemplo a ser olhado não só pelos mais novos, mas por todos aqueles que dão um pouco do seu tempo a esta causa e se interessam por ela. Faleceu em 8 de Março de 2006.

O segundo, como no princípio referimos, ainda se encontra entre nós.
Já aqui o recordamos neste espaço há uns meses atrás. Em 18 de Janeiro de 1948 é eleito 1º Secretário da Assembleia-Geral, cargo que desempenha até final de 1952.
Após um pequeno interregno motivado pela sua saída para o ex Congo Belga, volta a desempenhar outros vários cargos entre Dezembro de 1955 e 1970 - Vogal da Direcção e da Comissão de Festas e Assistência, Secretário e Vice-Presidente da Assembleia-Geral.
São desses anos as famosas, muito concorridas e animadas festas que a União levava a efeito no salão nobre da Casa das Beiras, no Largo de São Domingos, em Lisboa.Em 1979 é eleito Vice Presidente da A. G. tendo nos dois anos seguintes ocupado o cargo de Presidente no mesmo órgão.O seu último acto foi o de presidir à Assembleia-Geral de 20 de Março de 1982, tendo sido secretariado por Pedro Gaspar Freire e António Domingos Santos.Sabemos que continua a acompanhar as actividades da União Progressiva. Outro exemplo de grande dedicação à causa regionalista, alegria contagiante no que fazia e disponibilidade total para uma entreajuda sem limites.

Estivémos a recordar os filhos de Maria Adelaide Reis e António Nunes dos Reis - Armando Nunes dos Reis e Horácio Nunes dos Reis.

Recolha de dados e fotografias cedidas por A. Domingos Santos

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Recordações do passado (LIII)




"Meu pai quando era militar. Faleceu com 28 anos."
É a indicação que ficou escrita no verso desta fotografia com aproximadamente cem anos.
António Domingos foi casado com Maria Inocência Neves. Deixou três filhos. António Domingos Neves, um dos fundadores da União e um grande regionalista; Ilda, precocemente desaparecida com apenas dois anos e Arminda Neves Domingos Santos, que guardou religiosamente a fotografia do pai, com quem muito pouco conviveu, face ao seu desaparecimento prematuro.

Foto cedida por A. Domingos Santos

sábado, 20 de setembro de 2008

Colmeal em dia de festa




(clique nas fotos para ampliar)

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A procissão percorrendo as ruas de um Colmeal que nos dias de hoje temos muita dificuldade em reconhecer. Já passaram cerca de sessenta anos depois destas fotografias terem sido tiradas. Seria assim o Estreitinho? Seria assim a proximidade do então Largo da Fonte?
Crianças alinhadas e compenetradas no dia da sua comunhão. Rapazes e raparigas ocupando os seus respectivos lugares nesta procissão que se repete ano após ano. Mas agora com muito menos crianças.
Atrás do pálio sob o qual vai o sacerdote levando a Cruz, seguem as fogaças. Broa, milho, feijão, queijos, enchidos, presunto, azeite, mel. Em cestas, à cabeça de mulheres. Algumas vieram das aldeias distantes da freguesia. Serão leiloadas no adro da igreja em benefício dos vários santos. Depois, a filarmónica e atrás o povo crente na sua devoção e nas suas orações.
Reconhecem-se os saudosos Padres Américo Braz da Costa e André de Almeida Freire.

Fotos cedidas por Rui Fernandes de Almeida

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Jovens no rio



Pelos anos quarenta alguns jovens posavam para a fotografia que hoje aqui vos trazemos. Fato de banho da época e umas botas das que se usavam "para todo o serviço". Para ir ao mato, à missa ou para ir à festa. Ténis de marca ou havaianas eram coisas ainda não inventadas.
Será que além do banho aproveitavam para apanhar uns peixinhos? Que eram tão bons. Bem fritinhos.
Julgamos reconhecer o banhista da direita, Alberto Fontes. E os outros?
Será que as fragas são as da Cortada?

Foto cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

Almoço da União



Esta fotografia reporta-nos aos primeiros anos da década de sessenta. Almoço comemorativo de um aniversário da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Reconhecemos Horácio Nunes dos Reis, (?), Manuel Francisco Braz, Armando Nunes dos Reis, Abel dos Santos, Fernando Henriques da Costa, Alfredo Marques da Costa, Manuel Martins Barata e António Marques da Costa. Arminda Neves Domingos Santos, Maria do Carmo Canelas Costa, Maria Urbana Henriques, Celeste Cecília Lopes de Oliveira Barata e Manuel Braz das Neves. De todos, apenas quatro se encontram entre nós.
Naquele tempo só os homens desempenhavam cargos nos diversos órgãos da colectividade. Nas outras terras acontecia o mesmo.
Os que recordamos com saudade nesta fotografia, todos eles se esforçaram nos vários lugares por onde foram passando ao longo dos anos. E eram tempos bem mais difíceis. Havia a estrada para trazer até à aldeia, a luz para substituir o candeeiro a petróleo, o cântaro da água que se queria abandonar e tantas outras necessidades que foram eliminando uma após outra.

Os pioneiros, os fundadores, aqueles que enfrentaram as primeiras grandes dificuldades e as venceram, já não estão entre nós. O seu trabalho tem sido continuado, em diferentes moldes porque os tempos são outros, por outras gerações. Vamos continuar a desenvolver esforços para que a União mantenha o lugar a que tem direito no regionalismo serrano.

UPFC

Fotografia cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Neve no Colmeal





Balada da Neve (Augusto Gil)

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, não é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
– Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
– e cai no meu coração.


Muitos de nós ao olharmos para estas fotografias tiradas no Colmeal em 1980, trazemos à memória e recordamos os belos versos de Augusto Gil, que aprendíamos na escola. Outros que não passaram pelos seus bancos, recordam certamente o que passaram pelos montes e vales atrás do gado ou a roçar um molho de mato.

Fotos cedidas por António Marques de Almeida (Tonito)
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UPFC

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Recordações do passado (LII)



Maria Eugénia e Júlia Braz, em dia de comunhão, com a fé espelhada nos seus olhitos de catraias, numa fotografia dos primeiros anos da década de cinquenta do século passado.
Ambas têm as suas origens na vizinha e bonita aldeia do Soito.

Foto cedida por Maria Eugénia Brás

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Recordações do passado (LI)



Passados quase sessenta anos as perguntas que se colocam são: "o que será feito desta juventude? por onde andarão? o que fazem?".
Maria Lucília, Maria Carminda, Maria Idália e Izilda (que viviam na casa a seguir ao Fortunato), António Freire, Padre André de Almeida Freire e Padre António Duarte de Almeida são algumas das caras que se conseguem reconhecer.
Hoje, tirar uma fotografia idêntica seria impossível.

Foto cedida por Diogo Correia

Recordações do passado (L)



Por aqueles anos da década de setenta do século passado, procurava-se concluir o depósito de água, o que é visível por detrás da capelinha do Senhor da Amargura.
Para a fotografia que hoje recordamos posaram Américo, Natália, Jaime, Paula, Maria Lucília, Teresa e Nuno.
Como será uma foto hoje neste espaço tão renovado?

Foto cedida por Diogo Correia

Recordações do passado (XLIX)



Muito jovem, a necessidade obrigou-a a assistir a um parto. A partir daí, não mais recusou a sua ajuda e vocação.
Maria dos Anjos nasceu em 1893 e faleceu com 91 anos. Aqui a recordamos numa fotografia de 1973.

Foto cedida por Diogo Correia

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

A minha visita ao Jardim Zoológico


"Eu gostei de ir a Lisboa, propriamente ao Jardim Zoológico.
Foi neste que eu pude admirar os diferentes animais: as zebras, os lobos, as avestruzes, as águias, os corvos, as hienas, os gatos e tantos outros, que é difícil enumerar.
Também me chamou a atenção a aldeia dos macacos e as suas brincadeiras.
Impressionou-me muito o elefante, que era muito engraçado.
Só uma coisa me desgostou, o passeio devia ser dois dias, pois foi muito cansativo e não deu para admirar todas as belezas que o Jardim encerra."

Anabela de Almeida Domingos
(9 anos)

in Boletim "O Colmeal" n.º 152 de Junho/Julho de 1979
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UPFC

Recordações do passado (XLVIII)



O Colmeal sempre foi conhecido por ter caras bonitas. Aqui temos uma. Numa fotografia dos anos trinta do século passado, a bonita filha de Alice Brás e de Manuel Martins.

Foto cedida por Diogo Correia

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Recordações do passado (XLVII)



Albano Pimenta Braz numa fotografia de Junho de 1934. Apesar de nunca ter desempenhado nenhum cargo na União, sempre se mostrou interessado em acompanhar o que se ia fazendo em prol da sua terra.
Conheci-o, quando eu ainda de calções, ia com o meu pai tomar uma bica ao Café Lisboa, onde então trabalhava. Tinham feito a tropa juntos e eram grandes amigos.

A. Domingos Santos

Foto cedida por Maria Eugénia Braz

Recordações do passado (XLVI)



A jovem Natália Pinto, aqui numa fotografia dos anos cinquenta. Filha de Maria Adelaide e António Pinto. Neta de Adelaide e Manuel Antunes, que recordámos recentemente.

Foto cedida por Diogo Correia

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Colmeal do século passado




Cada vez são menos os que se recordam do Colmeal com as suas casas de xisto e os seus telhados de loisa.
Olhemos para esta fotografia dos anos cinquenta e comparemo-la com a realidade.
Que diferença! E que saudade!...

Foto cedida por Diogo Correia

União no Algarve



Foi em 1977. Dois autocarros rumaram ao Algarve com a União Progressiva. Percorrendo a fotografia deste grupo na Aldeia das Açoteias recordamos alguns que entretanto nos deixaram. E vemos como os anos vão passando por alguns dos jovens de então. O que o tempo faz em trinta e um anos...

UPFC

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Colmeal




Quem se recorda do Colmeal ainda com tantas casas de pedra à vista?
Casas escurecidas pelos rigores dos invernos e pelo fumo das torgas que crepitavam no chão das cozinhas. Casas que tinham pessoas, que tinham alegria, que tinham a porta sempre aberta.
Como hoje, passados estes anos, tudo é e tudo está tão diferente.

UPFC

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

3 flores... qual a melhor



Foi a legenda que a minha mãe deixou nesta fotografia datada de 15 de Abril de 1934. Com ela, uma amiga e Benvinda da Cruz Canelas Neves. Tirada em Cacilhas, a um domingo. Naquele tempo era normal e agradável fazer este passeio. Apanhava-se o barco no Cais das Colunas e fazia-se um "cruzeiro" atravessando o rio até à "outra banda". Um pirolito ou uma limonada, uns tremoços ou umas pevides e a festa estava feita. Depois, o regresso, porque o dia seguinte era de trabalho.

A. Domingos Santos